A Engenharia de Produção trata do projeto, aperfeiçoamento e implantação de sistemas integrados de pessoas, materiais, informações, equipamentos e energia, para a produção de bens e serviços, de maneira econômica, respeitando os valores, a cultura e o ambiente. Tem como  base os conhecimentos e as habilidades associados às ciências físicas, matemáticas e sociais, e utiliza os princípios e métodos de análise da Engenharia para especificar, predizer e avaliar os resultados a serem obtidos por tais sistemas.

Em razão da complexidade do mundo moderno, as atividades e os interesses do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) estão em constante evolução, acompanhando as demandas acadêmicas, do mercado e da sociedade em geral. O PRO forma alunos com foco tanto na indústria como em serviços, o que compreende a integração das atividades de produção propriamente ditas com atividades, processos e sistemas de logística, inovação, projeto de produto, gestão da engenharia e estudo de mercado. Os sistemas de produção são abordados, analisados e projetados como sistemas complexos integrados internamente e externamente (através de redes com outras empresas e entidades diversas). Isso envolve considerar os sistemas de produção e sua gestão do ponto de vista econômico, financeiro, social, tecnológico, ambiental, informacional, estratégico.

Assim, as atividades do Departamento, de graduação, pós-graduação e extensão / projetos e consultoria especializada para empresas, envolvem conceitos, métodos e abordagens da Engenharia, da Economia, da Sociologia, da Estatística e Pesquisa Operacional, da Ergonomia, e das ciências e práticas da Gestão. Tudo isso lastreado em forte base científica, que propicia aos alunos raciocínio abstrato, raciocínio sobre eventos e compreensão dos princípios básicos das tecnologias envolvidas nos sistemas de produção, bem como compreensão da sociedade e da responsabilidade social da Engenharia – fatores fundamentais para desempenho profissional de alto nível. Como o Departamento possui forte participação no curso de Design da USP, design passa a ganhar relevância nas suas atividades.

As atividades do Departamento estão agrupadas em cinco grandes áreas, a saber, que configuram grupos de pesquisa formalmente registrados junto ao Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq:

  1. Economia da Produção e Engenharia Financeira (EPEF), que trata da modelagem e análise econômica e financeira dos sistemas de produção, análise de sistemas locais de produção (clusters), estudos de prospecção técnico-econômicas de setores emergentes, bem como de modelagem quantitativa para avaliação de riscos de empreendimentos, engenharia de custos, pricing e correlatos.
  2. Gestão de Operações e Logística (GOL), que trata de planejamento e gestão de operações e recursos de produção tanto no contexto das indústrias de manufatura como de serviços, com foco em planejamento, programação e controle da produção e estoques; logística e cadeia de suprimentos; produtividade em sistemas de operações e logística.
  3. Qualidade e Engenharia do Produto (QEP), que aborda planejamento, gestão e controle da qualidade no projeto, produção e uso de bens e serviços, assim como metodologia de gestão de projetos, modelagem para gestão de desenvolvimento de novos produtos, associada ao desempenho que o produto deve obter (em termos de satisfação dos clientes, por exemplo). Ainda, a área desenvolve de estatística avançada aplicada a problemas de sistemas de produção conforme definido acima.
  4. Gestão da Tecnologia da Informação (GTI), abordando aspectos gerais da governança de TI, como o planejamento das necessidades de informação na empresa, a gestão da informação e do conhecimento, e o alinhamento estratégico entre TI e o negócio. Estudam-se ainda técnicas avançadas e métodos que permitam analisar  aplicações complexas  de TI, como sistemas especialistas, conjuntos difusos, redes heurísticas, otimização multiobjetivos e sistemas de apoio à decisão;
  5. Trabalho, Tecnologia e Organização (TTO), envolvendo aspectos gerais da abordagem sistêmica e da abordagem de complexidade focados nas questões organizacionais e de inovação (gestão estratégica da inovação). O trabalho humano é um dos centros das atenções, seja em aspectos ergonômicos (com ênfase na análise da atividade), seja em aspectos da estrutura organizacional ou das relações sociais de produção. São tratadas também as questões de gestão da internacionalização de empresas brasileiras e de políticas públicas de inovação e desenvolvimento tecnológico.