Professores da Poli lançam livro sobre sustentabilidade na construção civil

Na obra, Vahan Agopyan e Vanderley M. John discutem

o tema sob do ponto de vista da cadeia produtiva setorial.

 

Os professores Vahan Agopyan e Vanderley M. John, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), lançam, no dia 4 de agosto, o livro de sua autoria “Desafio da Sustentabilidade na Construção Civil”. Na obra, os dois, que são destacadas lideranças setoriais no tema, apresentam uma visão inovadora, discutindo o desenvolvimento sustentável na construção civil sob do ponto de vista da cadeia produtiva setorial. O livro é o 5º volume da Série Sustentabilidade, editada pelo professor José Goldenberg, da USP, uma das autoridades mundiais no tema, para a Editora Edgar Blucher.  

Na obra, Vahan Agopyan e Vanderley M. John discutem

o tema sob do ponto de vista da cadeia produtiva setorial.

 

Os professores Vahan Agopyan e Vanderley M. John, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), lançam, no dia 4 de agosto, o livro de sua autoria “Desafio da Sustentabilidade na Construção Civil”. Na obra, os dois, que são destacadas lideranças setoriais no tema, apresentam uma visão inovadora, discutindo o desenvolvimento sustentável na construção civil sob do ponto de vista da cadeia produtiva setorial. O livro é o 5º volume da Série Sustentabilidade, editada pelo professor José Goldenberg, da USP, uma das autoridades mundiais no tema, para a Editora Edgar Blucher.  

Na obra, os “green buildings” (“edifícios verdes”) e as listas de soluções e materiais “green” (“verdes”), retratados cotidianamente como a solução de todos os problemas, são substituídos por uma visão mais complexa e sistêmica das implicações e desafios políticos, organizacionais e tecnológicos, para transformar o que é certamente um dos setores econômicos mais conservadores no Brasil.

Apoiado no tripé economia-sociedade-ambiente e em um histórico dos conceitos e do movimento de construção sustentável global e no Brasil,  o livro se dedica a temas que estão fora da agenda convencional. O capítulo sobre mudanças climáticas, por exemplo, revela que no Brasil a contribuição da construção para o aquecimento global é menor e muito diferente da média mundial, que vem sendo utilizada inclusive para a formulação de políticas públicas. A necessidade de pesquisa e desenvolvimento para adaptar o ambiente construído brasileiro para essas alterações no clima é outro diferencial do obra.

O capítulo sobre materiais e componentes, por sua vez, demonstra objetivamente os limites das populares listas e recomendações de “green materiais” (“materiais verdes”) e centra os esforços em uma análise sistêmica do setor, com o objetivo de identificar os problemas reais, as demandas de políticas setoriais e as oportunidades para inovação. O capítulo também aborda ferramentas e métricas multidimensionais, sejam de análise do ciclo de vida simplificada para facilitar a quantificação dos impactos ambientais, sejam dos impactos sociais.  

Outro ponto abordado, que é normalmente negligenciado por textos técnicos e políticas públicas, é a questão da vida útil dos produtos e edifícios e seu papel na construção sustentável ambiental, social e econômica: construção descartável nunca será sustentável. O tema é atual tanto pelo grande investimento que o País realiza em habitação e infraestrutura, quanto pelo fato da existência de vidas úteis mínimas previstas na norma de Desempenho de Edifícios estar sendo questionada, inclusive por setores governamentais.

Mas é certamente o capítulo que discute as interrelações entre a informalidade e a sustentabilidade social o mais instigante. “Ele revela o que talvez seja o maior dos desafios em um país, a sonegação de impostos e o desrespeito à legislação –algumas vezes apresentada até como dever cívico”, dizem os autores. “Vale não só para a construção, mas também para todos os demais setores. Implícita fica a proposição de que na maioria das vezes é mais relevante escolher o fornecedor do que o produto.”

Água e energia, os dois temas mais associados à sustentabilidade e, por esta razão, fartamente documentados, são citados “de passagem” no capítulo final.

 

Os Autores

Vahan Agopyan – Engenheiro civil (Poli-USP, 1974), PhD (Kings College, 1982), é professor titular da Escola Politécnica, pró-reitor de Pós-Graduação da USP, conselheiro da Fapesp e fundador e membro do Conselho do CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável. Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, ocupou inúmeros cargos na área de pesquisa, inclusive o de presidente do IPT, diretor da Escola Politécnica da USP e coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo.

 

Vanderley John – Engenheiro Civil (Unisinos, 1982), mestre  (UFRGS, 1987) e doutor em Engenharia (USP, 1995), com pós-doutorado (KTH, 2001). Professor associado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, é também membro da coordenação das Engenharias da Fapesp, do Comitê Assessor da Engenharia Civil do CNPq e da Câmara Ambiental da Indústria da Construção do Estado de São Paulo. É fundador e membro conselheiro do CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, bem como coordenador do Comitê de Materiais.

 

Serviço:

Data: 4 de agosto de 2001

Horário: 18h30

Local: WTC Convention Center, Av. das Nações Unidas, 12.551 – Piso C – São Paulo, SP