Workshop discute o papel da engenharia no desenvolvimento do Brasil

Na manhã de hoje, dia 18 de novembro, a Escola Politécnica (Poli) e a Academia Nacional de Engenharia (ANE) promoveram o workshop Engenharia e Desenvolvimento do Brasil, que reuniu pesquisadores, engenheiros e estudantes para discutir o processo de desindustrialização do Brasil e o papel dos engenheiros no desenvolvimento do País.

“Depois da Segunda Guerra Mundial, os engenheiros perderam um pouco do seu protagonismo na sociedade e isso comprometeu o desenvolvimento de diversos países, inclusive o Brasil. Temos que mudar isso se quisermos crescer. O engenheiro é um profissional do desenvolvimento por excelência”, lembrou o reitor Vahan Agopyan, na abertura do evento.

O presidente da ANE, Francis Bogosian, apresentou os objetivos da instituição e falou sobre a situação da engenharia nacional. “Não há desenvolvimento de uma nação sem engenheiros e também não há futuro para a engenharia sem uma política desenvolvimentista. Vivemos um período atribulado e não há perspectiva de grandes investimentos públicos em obras a médio prazo. Mas é nos momentos de crise que temos de somar forças. Políticos e sociedade civil precisam se unir para promover uma mudança radical no País, além dos interesses políticos, partidários e pessoais”, defendeu Bogosian.

Em seguida, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira deu uma palestra sobre o Novo desenvolvimento brasileiro: impacto sobre a indústria nacional e explicou como a teoria neoclássica passou a ser preponderante no final da década de 1970. O ex-ministro da Fazenda também traçou um paralelo entre o impacto do liberalismo econômico no desenvolvimento dos países ocidentais, inclusive do Brasil, e o crescimento econômico da China nas últimas décadas.

O economista e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A diretora da Poli, Liedi Legi Bariani Bernucci, encerrou o workshop reforçando a importância da engenharia como agente transformador e apoiador da sociedade. “Estamos enfrentando um novo momento e precisamos mudar a nossa visão. Temos que voltar o desenvolvimento da engenharia para a preservação da vida humana, colocar a inteligência para monitorar barragens, para melhorar o bem-estar da humanidade, da sociedade e da própria engenharia. Estamos na engenharia 4.0 e precisamos abrir essas novas fronteiras e nos reinventar”, ressaltou.

Também participaram do evento o ex-diretor da Escola e diretor de Operações da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), José Roberto Castilho Piqueira; o professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo e coordenador do workshop, Laurindo de Salles Leal Filho; e o diretor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Edson Cezar Wendland.

O reitor Vahan Agopyan participou da abertura do workshop Engenharia e Desenvolvimento do Brasil, na Escola Politécnica – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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