Poli-USP apresenta suas iniciativas para se adequar às Diretrizes Curriculares de Engenharia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou, no dia 18 de setembro, o 1º Webinar da Comissão Nacional de Implantação das DCNs de Engenharia, para debater sobre o futuro do ensino de Engenharia no país e colocar em pauta as diretrizes do curso. O evento pode ser conferido na íntegra aqui.

Participaram do evento Giana Sagazio, da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Osmar Barros, da Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA); Luiz Curi, do Conselho Nacional de Educação (CNE); Vanderli Fava de Oliveira; Maurílio Albanese Novaes Júnior, gerente de desenvolvimento tecnológico da Embraer; Luiz Carlos Pinto Silva Filho, diretor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Irineu Gianesi, diretor de novos projetos acadêmicos do Insper.

A diretora da Escola Politécnica (Poli) da USP, professora Liedi Légi Bariani Bernucci, e o Presidente da Comissão de Graduação da Poli, professor Antonio Carlos Seabra, apresentaram as ações tomadas para implementar as Novas Diretrizes Curriculares (DCN) dos cursos de Engenharia, aprovadas em abril de 2019,  da Escola Politécnica da USP. A elaboração da apresentação contou com a colaboração do professor José Aquiles Baesso Grimoni, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação.

Liedi agradeceu à iniciativa da CNI pelo movimento de união da indústria e empresas para o atendimento da sociedade. “A Engenharia é fundamental para que o País seja mais competitivo e para atender os 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável da ONU para 2030. Precisamos da participação ativa brasileira, e a engenharia é uma boa área para que a gente possa cumprir efetivamente a nossa participação”.

A diretora ressaltou a missão da Poli de participar ativamente do desenvolvimento tecnológico formando líderes para a indústria, empresas e instituições públicas. “Hoje voltado também para inovação, empreendedorismo, alargando os horizontes da engenharia”.

O professor Antonio Carlos Seabra explicou que as DCNs anteriores se baseavam em fazer uma lista de disciplinas, e abordava brevemente a avaliação por competências, o contrário do que prevê a diretriz publicada em 2019, que foca aborda amplamente este tema.

Sobre as diretrizes que norteiam o curso de engenharia da Poli, ele ressaltou que o centro está na interação entre a engenharia e a sociedade. “Identificamos também que precisamos facilitar e criar o hábito no estudante da cultura do aprender, estimulá-los a serem eternos aprendizes, e também privilegiar o desenvolvimento humano integral, ou seja, considerar aspectos de cidadania e ética; valorizar os fundamentos da engenharia e novos métodos de ensino e aprendizagem. 

Entre o perfil e as competências esperadas do egresso, o professor destacou o preparo para lidar com situações novas, com iniciativa e criatividade, e a capacidade de buscar e gerar conhecimento tecnológico e metodológico. “Não estamos deixando os fundamentos de lado, mas a visão tem que ser mais abrangente num curso de engenharia, a totalidade do desenvolvimento de um produto com o de um processo”.

Outros pontos levantados pelo docente foram o estímulo para que os aluno seja capaz de ser objetivo no estabelecimento de metas e soluções técnico e econômicas, e liderar equipes de trabalho tendo iniciativa, criatividade e visão de todo para tomada de decisões. “Temos que cultivar essas características durante a graduação, e não só ficar focados no conteúdo, mas desenvolver essas competências e habilidades tanto no planejamento como na liderança”.

Seabra explicou que o foco do projeto pedagógico da Poli está no desenvolvimento de competências, o que demanda um mapeamento das desejadas, e com ênfase na gestão do processo de aprendizagem, ou seja, uma avaliação continuada. Ele também destacou abordagens contemporâneas, como os espaços maker, e as soluções encontradas para realizar as aulas práticas durante a pandemia.

O professor ainda destacou a organização curricular, as formas encontradas para oferecer aos alunos uma prática profissional, projetos de pesquisa e extensão, empresas juniores e startups.

A apresentação completa pode ser conferida aqui.