Escola Politécnica apresenta novo Centro de Resolução de Conflitos

Sediado na Escola Politécnica, o CRC ajuda a viabilizar soluções extrajudiciais de conflitos

Com informações da assessoria de imprensa da USP – Uma cerimônia on-line, realizada no dia 25 de maio, marcou a instalação oficial do Centro de Resolução de Conflitos (CRC) na Escola Politécnica (Poli). O Centro é um laboratório que oferece soluções extrajudiciais de conflitos – como a Mediação, a Arbitragem e Dispute Boards –, tanto para a prevenção quanto para a resolução de controvérsias já existentes, respeitando os padrões das mais respeitadas câmaras arbitrais do mundo.

Além de proporcionar um espaço imparcial para discussão, com especialistas de diversas áreas de conhecimento, o CRC também administra arbitragens e dispute boards, auxilia na elaboração de políticas públicas que beneficiem a sociedade e promove cursos, workshops e webinars sobre o assunto. Os eixos de trabalho incluem: resolução extrajudicial de conflitos, segurança cibernética e equilíbrio de gênero.

“É uma visão mais moderna da Universidade. No século XXI, as universidades de pesquisa de todo o mundo estão preocupadas, além do ensino e da pesquisa, também com o seu relacionamento com a sociedade. Este Centro é mais uma iniciativa da USP nesse sentido e tenho a certeza de que os resultados serão colhidos em um curto espaço de tempo”, explicou o reitor Vahan Agopyan.

O secretário Estadual da Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa, lembrou que a Secretaria também oferece mecanismos de mediação. “Nós sabemos da complexidade, dos custos e da morosidade de um processo judicial. O Estado tem o dever de trabalhar com políticas públicas e oferecer mecanismos de resolução de conflitos que antecedem o litígio judicial, como a mediação e a arbitragem”, afirmou.

O Centro de Resolução de Conflitos é um programa do Instituto Global de Estudos sobre a Paz (Glip, sigla em inglês para Global Institute for Peace), da Escola Politécnica, cuja proposta é aproximar a Universidade da sociedade civil em sua forma mais ampla.

“A USP tem um papel arrojado na sociedade brasileira. Da nossa parte, da engenharia e da tecnologia, podemos colaborar muito com a resolução de conflitos que impactam diretamente a sociedade, o bem-estar social, o meio ambiente, de forma a zelar pela governança ética e justa para todos”, ressalta a diretora da Escola Politécnica, Liedi Legi Bariani Bernucci.

A cerimônia também contou com a participação do presidente da Associação Paulista do Ministério Público, Paulo Penteado; do presidente do CRC, Frederico Straube; da vice-presidente do Glip, Marike Paulsson; do assessor da Reitoria e idealizador da iniciativa, Gerson Damiani; e dos conselheiros do Glip e do CRC.

Global Institute for Peace

O Instituto Global de Estudos sobre a Paz (Global Institute for Peace) foi constituído em 2015, inicialmente como um laboratório, e foi incorporado pela Escola Politécnica por causa da diversidade técnica dos pesquisadores e o interesse da Poli em praticar uma engenharia que pensa nas humanidades.

“Esse é o início de um trabalho diferenciado da Poli, uma inovação que estamos introduzindo com o objetivo de dar à engenharia um protagonismo no processo de construir uma sociedade melhor”, explicou o coordenador-geral do Glip, José Roberto Cardoso.

A iniciativa conta com diversos parceiros nacionais e internacionais, entre eles a Corte Permanente de Arbitragem da Haia, a Universidade de Miami (Estados Unidos), a KIIT University (Índia), o King’s College London (Reino Unido), a California State University (Estados Unidos), assim como a Associação Paulista do Ministério Público e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon).

Além de inaugurar oficialmente o Centro de Resolução de Conflitos na Poli, a cerimônia também apresentou novos regulamentos de Arbitragem e Dispute Boards, com ênfase na Arbitragem com a Administração Pública e na Arbitragem Expedita, e divulgou a nova lista de árbitros.