Estudante da Poli estuda unidades de conservação urbanas em Iniciação Científica

Trabalho de Maria Luiza Petroni foi apresentado no 29º Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP

[Imagem: Maria Luiza Petroni]

Maria Luiza Petroni, estudante do nono semestre do curso de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica (Poli) da USP participou pela segunda vez do Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP, neste ano de 2021. A futura engenheira analisou o efeito das mudanças de uso e cobertura do solo na provisão e na demanda por serviços ecossistêmicos do município de São Paulo. Ela conta que as unidades de conservação urbanas contribuem para o bem estar humano e qualidade de vida nas cidades, porém essas áreas enfrentam muitos desafios relativos à sua conservação se comparados ao desenvolvimento constante das cidades.

A pesquisa faz parte de um projeto da FAPESP e foi orientada pela professora Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli, e da hoje doutora Juliana Siqueira-Gay.

Em seu trabalho de IC, intitulado “Análise de Mudanças de Uso da Terra e Serviços Ecossistêmicos em Áreas Protegidas na cidade de São Paulo”, a pesquisadora analisou a Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal Bororé-Colônia e os seus três parques naturais – Bororé, Itaim e Varginha, todos localizados na região Sul do município de São Paulo. “O interessante é que essa região possui fragmentos de remanescentes florestais bastante representativos para o município. E apesar dessa significância, esses fragmentos estão pressionados pela expansão urbana, o que prejudica a integridade das Unidades de Conservação como também a população local”.

A partir das análises obtidas com a pesquisa, os resultados podem apoiar futuras tomadas de decisão nessas áreas protegidas e contribuir para a internalização dos serviços ecossistêmicos na gestão dessas Unidades de Conservação. Petroni explica que os serviços ecossistêmicos representam todos os benefícios diretos e indiretos que os ecossistemas provêm para o bem-estar humano. 

 E os principais resultados mostram a potencialidade que a avaliação da oferta e demanda desses serviços ecossistêmicos possuem para apoiar áreas protegidas urbanas. Segundo a estudante, na APA Bororé-Colônia, de uso sustentável, observou-se uma expansão das regiões de demanda por serviço – principalmente na parte norte da UC. E nos parques naturais, que são Unidades de Conservação de Proteção Integral, ou seja, possuem o uso mais restrito, foi observado um aumento recente das regiões de oferta de serviços ecossistêmicos.

“A maior conclusão é de que os 28 anos de mudança de uso e cobertura da terra afetaram em maior grau os serviços de provisão de água e regulação climática local”, comenta a estudante. Junto ao turismo, tais serviços ecossistêmicos são considerados prioritários para a gestão dessas unidades de conservação.

Petroni revelou que a experiência, a animação propiciada pela apresentação de sua primeira IC no SIICUSP em 2020 e o apoio de suas orientadoras levou-a a continuar os estudos em volta do tema – “A partir das iniciações científicas, comecei a me identificar e me encontrar ainda mais no meu curso. São experiências que guardo com muito carinho”. 

Capa do trabalho apresentado na 28ª edição do SIICUSP [Imagem: Maria Luiza Petroni]

SIICUSP 2021 – A Escola Politécnica (Poli) da USP realizou, de 28 de setembro a 1º de outubro, a primeira fase do 29º Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP). Ao longo da última semana, cerca de 195 trabalhos de iniciação científica e tecnológica em 20 sessões online foram apresentados, sendo transmitidos no canal da Poli no YouTube.

A cobertura completa do evento pode ser conferida nesta página.