Formando Engenheiros e Líderes

Lideranças da USP e convidadas participam de evento Mulheres e Engenharia para a Paz

No dia 9 de março de 2026, a USP promoveu o evento “Mulheres & Engenharia para a Paz” uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. De acordo com os organizadores, o encontro é um retrato do cotidiano de mulheres em posição de liderança. “Traz à luz os desafios contemporâneos, motivando atuais e futuras gerações de mulheres de todas as idades, classes sociais e origem, rumo ao equilíbrio de gênero na sociedade brasileira e mundial”. 

“Engenharia para Paz, ou Peace Engineering, é um campo transdisciplinar emergente na educação e pesquisa, enfatizando o papel significativo da inovação e tecnologia na prevenção e resolução de conflitos – consolidando pontes entre ciência, cultura e paz – em direção a um futuro sustentável para a humanidade e meio-ambiente”, destaca o site do evento.

A diretora da Escola Politécnica (Poli) da USP, professora Anna Helena Reali Costa, integrou a mesa redonda Engenharia para Paz junto às professoras Magda Lombardo (professora sênior da ESALQ-USP), Iliana Rodrigues Santibáñez (professora titular e pesquisadora do Tecnologico de Monterrey), Maria Dolores Montoya Diaz (diretora da FEA-USP).

Em sua fala, a dirigente da tradicional Escola de engenharia, Anna Reali, abordou o papel dos engenheiros e engenheiras na mitigação de conflitos que nascem da escassez, nascem da falta de água potável, da insegurança energética, do isolamento logístico e da desigualdade tecnológica. “Quando projetamos um sistema de saneamento eficiente, não estamos apenas instalando tubulações, estamos prevenindo crises sanitárias que geram instabilidade social. Quando desenvolvemos tecnologias sustentáveis para a Amazônia, estamos protegendo o clima global e, consequentemente, a paz entre as nações. A engenharia para a paz é a engenharia do acolhimento, é a tecnologia que serve para reconstruir o que foi destruído e, principalmente, para garantir que as necessidades humanas básicas sejam supridas de forma econômica”.

A diretora pontuou que as mulheres, educadas para o cuidado na nossa cultura, têm a possibilidade de transpor essa inteligência emocional e social para a gestão técnica, dando à engenharia uma nova dimensão. Para ela, sendo a segunda Diretora em 133 anos, sua missão não é apenas gerir prédios e currículos, é garantir que a Poli seja esse laboratório vivo, onde seu lema, a “tradição e a modernidade”, se materialize em soluções que tragam paz social. “A tradição da excelência técnica da USP deve caminhar de mãos dadas com a modernidade de uma consciência ética e humanitária”. 

Por fim, a professora deixou uma mensagem aos jovens engenheiros e engenheiras. “Não aceitem o rótulo de que a técnica é fria. A técnica é um instrumento, mas o coração da engenheira é humano. Sejamos nós as arquitetas dessa paz. Encerro reforçando que a engenharia para a paz é o caminho, a ponte para redesenharmos o mundo, garantindo que o progresso técnico nunca caminhe separado da dignidade humana. Sejamos nós a geração que prova que a engenharia é, acima de tudo, a arte de promover a vida”.

A vice-reitora da USP, Liedi Bernucci, professora e ex-diretora da Poli, também participou do evento e compartilhou momentos de sua trajetória e desafios.

Confira aqui as fotos.

O evento foi organizado pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) , pela Escola Politécnica (Poli), pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA), pelo Global Institute for Peace (GLIP) e pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, institutos que integram a USP. O encontro teve ainda o apoio do Centro de Resolução de Conflitos (CRC-USP), Consulado Geral do México em São Paulo, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA-USP), do Grupo de Estudos de Modelo de Apoio à Ciência (GEMA Filantropia IEA-USP) e da Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP).