Formando Engenheiros e Líderes

[Imagem: Flickr]

No dia 21 de março de 2026, o professor Fernando Landgraf, da Escola Politécnica, e o historiador da PUC-RS e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS), Edison Huttner, visitaram o Sítio Arqueológico de São João Batista em uma expedição arqueometalúrgica. Os pesquisadores viajaram até o município gaúcho de Entre-Ijuís, onde estão localizadas as ruínas da redução jesuítica de São João Batista.

Em 1697, o jesuíta austríaco Anton Sepp relatou ter construído e operado, com ajuda guarani, um forno de fabricação de ferro, usando como minério um tipo de rocha local chamado Itacuru. Atualmente, o local abriga as antigas estruturas do cemitério, colégio e igreja, bem como de olarias, uma barragem e estradas. 

O objetivo da visita foi buscar evidências da presença de escória de ferro, material resultante do processo de transformação do minério em metal. Os objetos de ferro  eram presumidamente levados para onde eram necessários, enquanto o resíduo, sem utilidade, provavelmente permanecia no local. 

[Imagem: Wikimedia Commons]

A expedição conduzida pelos professores foi um sucesso: foi possível identificar, por características morfológicas, fragmentos de escória espalhados em uma área preservada da Missão. Foram recolhidos ainda, no Museu das Missões em Santo Ângelo, pequenos resquícios de escória coletados na redução de São João Batista e em exibição no museu. A correlação da composição química e microestrutural da escória com a do minério estimula a comparação do processo de fabricação citado por Sepp com os fornos contemporaneamente usados em outros locais do Brasil, como os do morro Araçoiaba, em São Paulo.