Formando Engenheiros e Líderes

Data: 16/01/2025

Link: https://transportemundial.com.br/caminhoes-brasileiros-podem-emitir-ate-35-menos-co%E2%82%82-frente-aos-europeus/

Docente Citado: Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, engenheiro mecânico recém-formado pela Escola Politécnica da USP

Desenvolvido por Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, a pesquisa usa o programa Vehicle Energy Consumption Calculation Tool (VECTO), desenvolvido e utilizado na União Europeia para calcular o consumo de energia e as emissões ambientais de veículos pesados, para calcular o impacto e a eficiência do transporte rodoviário brasileiro. Comparando parâmetros da legislação brasileira e europeia, o estudo concluiu que o transporte rodoviário brasileiro emite 35% menos de CO2 por tonelada-quilômetro em comparação com o transporte rodoviário europeu.

Para investigar essa relação, Fortes usou como base dados do VECTO e normas europeias em comparação com simulações próprias, feitas pelo mesmo programa, a partir do corredor logístico entre Campo Grande (MS) e Paranaguá (PR). Os resultados indicaram que, mesmo com uma frota envelhecida e outras dificuldades na infraestrutura rodoviária – como rotas mais longas – o Brasil segue com uma eficiência energética superior àquela calculada no continente europeu.

O principal fator é a capacidade de carga permitida nos caminhões. Na União Europeia, o limite de carga é de 40 toneladas, enquanto no Brasil esse limite é de 74 toneladas. Assim, mesmo que os caminhões brasileiros consumam mais combustível, a eficiência cresce quando comparada com a capacidade de carga sendo carregada nos caminhões. Enquanto as simulações europeias mostram uma eficiência de 29 gramas de CO2 por tonelada-quilômetro, a eficiência brasileira é de 18,8 gramas de CO2 por tonelada-quilômetro.

Sendo a principal matriz de transporte no país, o modelo rodoviário representa 60% de toda a logística de comércio nacional. Por ela são escoados grandes quantidades de grãos e commodities, como a soja, um dos principais produtos brasileiros. A pesquisa de Fortes revela que o transporte rodoviário brasileiro pode representar uma vantagem ambiental relevante, assim como mostra que padrões de avaliação estrangeiros não necessariamente se adaptam para outros países, sendo precisos métodos de avaliação flexíveis e considerações multifacetadas.

Leia mais no artigo da Transporte Mundial.