
[Imagem: Wikimedia Commons]
Data: 14/01/2026
Docente citado: Luís Alberto Folegatti Romero, professor do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) da USP.
O babaçu, fruta típica da região norte e nordeste do país advinda da palmeira, é uma das fontes possíveis na produção de Biodiesel, produzido pelas quebradeiras, povo tradicional que vive do extrativismo desse recurso. Luís Alberto Folegatti, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP comenta que as propriedades da fruta são um ponto positivo para a potencialidade e qualidade do produto final: “O óleo apresenta um alto teor lipídico e composição favorável e confere ao biodiesel uma boa qualidade, um elevado número de cetano e combustão eficiente”. O professor ainda salienta a forma na qual este biocombustível pode ser estratégico para o país, que busca ações para descarbonizar sua matriz energética.
Entretanto, pontua-se algumas barreiras para o inteiro sucesso dessa produção, como o caráter manual da extração e manejo, que eleva o custo da matéria-prima, a logística e a competição econômica para o uso da fruta. “economicamente, ele é menos competitivo quando comparado a matérias-primas de grande escala, como soja ou sebo bovino. Além disso, seu custo elevado e a dificuldade de produção em volumes industriais também são entraves significativos”, acrescenta Folegatti.
Ainda que existam diversos entraves, o recurso é de extrema importância para as comunidades locais e auxilia no desenvolvimento sustentável, na valorização comunitária e na renda local.