André Paulo Tschiptschin dedicou mais de 50 anos de sua vida à Escola Politécnica. Calouro no “biênio fundamental” em 1967, Tschiptschin vivenciou os desafios comuns a um politécnico, viu-se frustrado com a impessoalidade do ensino, a alta cobrança e passou por dificuldades com as matérias de cálculo e física.
Sua história começa em 1948. André é filho caçula de pais russos e judeus, que vieram fugidos do domínio nazista em toda a Europa, em 1939. Durante seu crescimento, teve várias influências que o introduziram ao estudo da ciência e ao método científico, sendo Myriam Krasilchik, emérita professora da USP, uma delas. A vida universitária foi conturbada, seu envolvimento com o Movimento Estudantil o fez mudar de foco, participando de passeatas e manifestações na luta por melhores condições em pleno ano de 1968.
Quando o Ato Institucional nº5 foi estabelecido, Tschiptschin percebeu um recuo no movimento e voltou sua energia para sua formação em engenharia. Se formou em 1972, cuidou da empresa do pai entre 1983 e 1992, fez pós-doutorado na Alemanha, e é o responsável pela proposta de criação de um dos principais núcleos de Pesquisas em Tribologia e Engenharia de Superfícies do País.
Atualmente, ele é professor sênior e leciona algumas disciplinas no Departamento de Minas e Petróleo e no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Poli.
Conheça a história de André, que dedicou mais de metade da sua vida à Escola Politécnica, como estudante, docente e pesquisador, no vídeo abaixo.