Pesquisa analisa o panorama da ação e planejamento público do Zoneamento Ecológico-Econômico no País
O estudo ambiental tem a contribuição de docente da Escola Politécnica da USP
Discussões sobre as ações realizadas por órgãos públicos na temática da sustentabilidade são recorrentes na atualidade, mas quais são as políticas públicas implementadas? Como o mundo acadêmico trata da temática? Publicado na edição 114 da revista Estudos Avançados, o artigo examina os mecanismos experienciados no País e conta com a contribuição da professora e pesquisadora da Escola Politécnica (Poli) da USP, Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo e sua pós-doutoranda Marcia Itani, que é funcionária de carreira da Semil.
Após passar por expressivas mudanças no ecossistema, a pauta ambiental cresce, exponencialmente, na tentativa de compreender os fenômenos e respaldar a preocupação social acerca do futuro cenário mundial. Neste contexto, no Brasil, o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) é um instrumento decorrente da Política Nacional de Meio Ambiente, de 1981, que tem como objetivo harmonizar desenvolvimento econômico e preservação socioambiental.
O estudo, construído a partir de uma ampla base de dados secundários e primários, destaca que apenas 28 das 79 iniciativas de ZEE existentes no país foram regulamentadas por lei. Os desafios encontrados para efetivar a ZEE no país pode limitar a atuação de gestores públicos na integração do planejamento a políticas públicas. As autoras discutem, ainda, que o ZEE nesse contexto pode contribuir para enfrentar os efeitos da vulnerabilidade socioambiental e a perda de biodiversidade, que vêm sendo agravados pelas mudanças climáticas; sendo também um instrumento de apoio ao fortalecimento da governança ambiental.