
Imagem: [Reprodução/Prefeitura de S. Paulo]
Data: 10/11/2025
Docentes mencionados: Roberto Marx, professor do Departamento de Engenharia de Produção
No dia 3 de Novembro, a cidade de São Paulo atingiu o marco de mil ônibus elétricos circulando nas ruas da capital paulista. No entanto, isso é apenas 42% da frota estipulada no Plano de Metas 2021-2024. De acordo com a Prefeitura, esse limite se dá pela falta de infraestrutura da rede elétrica, que hoje é controlada pela Enel.
“Permanece o problema de falta de energia da Enel em 90% das garagens”, afirma o prefeito. Em nota, a empresa de energia respondeu afirmando que já atende a 22 garagens na cidade, com oferta o suficiente para alimentar 1151 ônibus. Ela ainda acrescenta que, até o final do ano, essa capacidade deve aumentar para atender até 2138 veículos elétricos.
Consultado, o professor Roberto Marx, da Escola Politécnica (Poli) da USP, afirmou que a principal questão é saber quem paga o quê: “Como o sistema é operado por concessionárias privadas, é preciso alinhar custos e responsabilidades”. A Prefeitura prefere responder com o desenvolvimento do sistema Battery Energy Storage System (BESS). O modelo é como um powerbank que retém parte da energia inutilizada durante o dia, esse protótipo consegue carregar simultaneamente 29 ônibus elétricos.
A questão levantada por Roberto ainda é válida quanto ao financiamento dos futuros veículos. Hoje, um ônibus elétrico básico custa quase cinco vezes mais que um modelo convencional. Um sistema de abastecimento menos lastreado na rede elétrica, ou o financiamento junto à bancos, como aquele formado com a BTG Pactual no último dia 5, podem ser respostas para a expansão cada vez maior da frota elétrica da cidade.