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[Imagem: Reprodução/Cecília Bastos/Escola Politécnica]
Data: 13/02/2026

Citado: Antonio Carlos Silva Costa Teixeira, professor doutor do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) da USP / Ádila de Oliveira Sampaio Dantas, doutora pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia Química da Poli.

Link: https://jornal.usp.br/radio-usp/estudo-investiga-o-destino-de-pesticidas-e-microplasticos-nos-recursos-hidricos/

Resumo: 

Um estudo analisa o destino ambiental de poluentes emergentes em águas superficiais. A pesquisa aborda um problema crescente e importante da presença de pesticidas e microplásticos na água. Segundo o professor Antonio Carlos Silva Costa Teixeira, do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP e orientador da tese, o estudo é importante para fornecer dados a órgãos públicos e empresas do meio ambiente para repensarem a proposição legal desses compostos na água e seu monitoramento.

Antonio Carlos Silva Costa Teixeira – Foto: Lattes

O estudo se dedicou ao entendimento dos impactos tanto dos pesticidas quanto dos microplásticos presentes nas águas superficiais, como lagoas, rios, reservatórios de abastecimento e a região costeira. “Esses compostos podem causar efeitos tóxicos, que normalmente são efeitos crônicos que são observados na biota (algas, microcrustáceos, peixes, entre outros) e, eventualmente, também podem provocar desregulação hormonal e endócrina de diversos organismos. Isso pode gerar problemas, por exemplo, associados à reprodução. Se a gente for considerar o tamanho desse problema, a gente pode dizer que existe uma categoria muito ampla, já conhecida, de compostos em diferentes faixas de concentração, presentes nas águas, que são capazes de provocar esses efeitos. Agora, se a gente for pensar, no caso da saúde humana, os impactos ainda são pouco conhecidos. O que preocupa, porque a gente deve considerar não só o uso da água, mas também efeitos como bioacumulação, biomagnificação desses poluentes.”

A pesquisa foi dividida em duas partes, como explica Ádila de Oliveira Sampaio Dantas, doutora do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP. “Nós avaliamos, na primeira parte do trabalho, os pesticidas que são frequentemente detectados nesses rios e reservatórios, como no caso do metomil no rio Paranapanema, e da metribuzin e da ciromazina, que são outros dois pesticidas, no rio Araguaia. Já na segunda parte do nosso trabalho, nós avaliamos o papel dos microplásticos nesse cenário. Investigamos se eles absorvem esses contaminantes e como eles envelhecem ao serem expostos à luz. Nós também analisamos se esses microplásticos podem gerar radicais livres ambientalmente persistentes, que têm uma persistência maior de dias a horas e podem participar dessas reações de degradação do próprio material”, diz Ádila.

Para ler mais sobre a pesquisa, acesse o artigo completo, publicado pelo Jornal da USP, por meio deste link.