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Link: https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-impede-o-reuso-de-agua-no-brasil/ 

Em agosto, a Sabesp anunciou a redução da pressão da água em toda a Região Metropolitana durante a noite. A medida é decorrente do baixo nível dos mananciais da região, que registram os menores níveis dos últimos dez anos. José Carlos Mierzwa, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP, comenta que a escassez hídrica está relacionada ao uso irremediado da água. Dessa forma, o reúso surge como uma alternativa para o problema vivenciado no País. 

O professor afirma que algumas nações têm desenvolvido tecnologias para tal questão: “Países do exterior têm identificado formas alternativas de aumentar a oferta de água. Qual é essa forma? Melhorando as tecnologias de tratamento de esgoto, inclusive, alguns países hoje já fazem o que a gente chama de reúso potável”.

Um projeto da Poli, em parceria com a Sabesp, prevê a implantação de uma Estação Produtora de Água Purificada (Epap). A água voltaria, assim, tratada aos rios e ao meio ambiente, já que, atualmente, o tratamento de esgoto é ineficiente e, ao voltar para os mananciais, a água polui e compromete o corpo d’água.

“Tinha que ter uma maior colaboração dos órgãos de controle, principalmente pela Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde. Muitas vezes eles alegam algumas informações por desconhecimento ou por insegurança e acaba que nós perdemos a oportunidade de contribuir para uma discussão ampla, de criar critérios específicos para expandir a prática do reúso, seja ela potável ou não potável”, salienta Mierzwa acerca da importância da integração nacional para a utilização consciente da água.