
Data: 02/10/2025
Docente citado: Marcelo Zuffo, Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica (Poli) da USP.
A obsolescência programada, enquanto resultado de ações tomadas pelas indústrias de alguns bens a fim de diminuir a vida útil de um serviço ou produto, tem consequências diversas, no que diz respeito à relação homem-natureza.
O professor Marcelo Zuffo, do departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica (Poli) da USP, explicou que existem várias maneiras de fazer um serviço ser obsoleto rapidamente, desde usar materiais de menor qualidade, desenvolvimento de softwares que deixam o sistema mais lento até o desenho desfavorável a um ciclo de vida longo.
Antonio Morato, advogado e docente da Faculdade de Direito da USP comentou as problemáticas jurídicas dessas ações: “a obsolescência programada pode ser considerada como prática abusiva no mercado de consumo brasileiro”. Ele pontua, também, que a natureza pode sofrer com isso, ferindo um dos direitos básicos do consumidor, já que mais lixo será produzido e essa quantidade é muito maior do que os ecossistemas podem suportar, já que nem tudo é reciclável.
A conscientização para esse problema é de extrema importância, tanto para os consumidores finais quanto para os produtores, “a consciência ambiental das pessoas começa normalmente em meios altamente intelectualizados, como é o caso das universidades, mas hoje esse tema também é abordado pela indústria. Existem fabricantes mais conscientes dessa questão da obsolescência programada, que desenvolvem produtos com ciclos de vida mais longos”, afirmou Zuffo sobre iniciativas dos diversos setores nesse assunto.