
Data: 10/03/2026
Link: https://jornal.usp.br/atualidades/a-transicao-energetica-nao-pode-abrir-mao-do-etanol/
Mencionado: Guenther Carlos Krieger Filho e Antonio Laganá, professores do Departamento de Engenharia Mecânica
Dezessete professores da Escola Politécnica assinaram um documento enviado para os Ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente e Mudança de Clima, Fazenda e Casa Civil, apresentando propostas para o Mapa do Caminho, projeto liderado pelo Brasil e criado durante a COP30 para reduzir o uso de combustíveis fósseis no planeta. O documento defende uma tese central: a de que o Brasil não pode ignorar o etanol como alternativa sustentável em relação aos combustíveis fósseis.
Para o professor Antonio Laganá, um dos docentes que assinou o documento, o aumento da eficiência dos motores de carros flex permite que grande parte do combustível já produzido pelo Brasil seja utilizado, com menos necessidade de expansão do parque agrícola de cana. A possibilidade de expandir o uso desses combustíveis para veículos comerciais urbanos — como ônibus e caminhões pequenos/médios — e para veículos pesados permite mais sustentabilidade no futuro.
“São soluções que nós entendemos olhando não só para uma fonte de energia nova, mas para toda cadeia de suprimentos, de maturidade tecnológica, de parque industrial, garantia do fornecimento de energia, todas essas questões que no Brasil – para o etanol, por exemplo – já são bastante consolidadas”, explica Guenther Carlos Krieger Filho, que também assinou o documento. A posição do Brasil é favorável para a mudança energética, e o parque industrial de processamento de combustíveis sustentáveis pode se beneficiar muito nesse processo, revelam os professores.
Para ler mais sobre o documento e a transição energética no Brasil, leia mais no artigo do Jornal da USP, acessível pelo link acima.