
Data: 30/12/2025
Docente citado: João Rafael Bergamaschi Tercini, Professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP
O final de ano foi marcado por diversas expectativas para o início de 2026, a presença de água na região metropolitana do estado foi uma das principais. Moradores da zona norte da capital relatam que a carência de água é um grande empecilho para realização de atividades cotidianas, alguns até comentam que não conseguem tomar banho ou lavar a louça.
A Sabesp informou que essa escassez se dá devido ao aumento no consumo dos habitantes durante o verão e relata que expandiu o número de caminhões pipa para abastecimento nas ruas.
João Rafael Bergamaschi, Professor da Escola Politécnica da USP, comentou que a chuva deve ter algumas características para que possa alimentar os reservatórios e ter posterior utilização: a chuva tem que acontecer na cabeceira dos mananciais, em que será será levada para uma estação de tratamento, e deve ser prolongada por alguns dias.
Bergamaschi ainda ressaltou que a média de chuvas nesse período que será responsável por ditar como lidaremos no período seco: “se chover abaixo da média, a gente vai chegar para o período seco, lá para junho, e o reservatório vai estar muito baixo, que é quando a gente realmente precisa gastar a água do reservatório. O que chover nesse verão realmente vai dizer se a gente vai ter que ‘apertar mais ainda o cinto’ nessa questão da água ou se a gente vai ter um pouquinho de ‘folga’ para poder operar o sistema”.