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[Imagem: Pixnio]

Data: 15/01/2026

Link:https://www.techtudo.com.br/guia/2026/01/por-que-alguns-eletrodomesticos-estragam-mais-rapido-do-que-outros-lb.ghtml 

Docente citado: Marcelo Knörich Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica (Poli) da USP.

Problemas ocasionados com os variados eletrodomésticos geram dúvida na população sobre uma possível redução proposital da vida útil dos produtos. A obsolescência programada ganha palco e levanta debates que envolvem a indústria, o consumidor e a legislação. 

Marcelo Knörich Zuffo, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, analisa as causas para esse desgaste: “Do ponto de vista da engenharia, todo produto é projetado com uma expectativa de vida útil, seja ele tecnológico ou não — como roupas, sapatos ou escovas de dentes. No caso de eletrodomésticos e equipamentos tecnológicos, soma-se a isso o ritmo acelerado da evolução tecnológica. Esses produtos são compostos por plástico, metal, baterias e componentes eletrônicos, e seu desenvolvimento envolve uma série de compromissos entre custo, desempenho, eficiência energética, peso, materiais e perfil de uso. Um usuário intensivo de tecnologia, como eu, acaba reduzindo a vida útil dos equipamentos simplesmente pela frequência de uso, como ligar e desligar aparelhos ou abrir e fechar telas repetidamente”.

O docente ainda comentou que os consumidores tendem a perceber essa redução da vida útil com as falhas do produto. A situação piora quando o fabricante dificulta o conserto, com ausência de peças ou assistência por meses ou anos. Para ele, a implementação de medidas regulatórias que ampliem o direito ao reparo podem minimizar a percepção de obsolescência programada.

“Para aumentar a vida útil dos aparelhos, o consumidor deve tomar cuidados simples: evitar calor, poeira e umidade, não usar produtos abrasivos, proteger telas e superfícies e usar os equipamentos com bom senso. Mesmo assim, produtos modernos costumam durar menos que os antigos, o que evidencia alguma forma de obsolescência”, esclarece Zuffo.