
[Imagem: Freepik]
Data: 28/01/2026
Link: https://investsp.org.br/usp-lanca-quatro-iniciativas-estrategicas-para-a-inovacao-brasileira/
Docentes entrevistados: Fábio Cozman e Marcelo Zuffo.
Resumo: A Universidade de São Paulo anunciou recentemente quatro de suas iniciativas para o fortalecimento da pesquisa e inovação na instituição em áreas como semicondutores, inteligência artificial e tecnologia quântica.
Entre os projetos lançados está o Supercomputador Jairu, equipamento que funcionará como uma ferramenta de pesquisa ligado ao Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (Ciaam) da USP. Segundo o coordenador do Ciaam e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, Fábio Cozman, a máquina deve estar a disposição de uma ampla comunidade de pesquisadores e pode atuar em sistemas baseados em grandes quantidades de dados para a previsão de eventos climáticos extremos, por exemplo.
Outro projeto ligado à Poli foi a PocketFab, uma plataforma portátil, modular e sustentável dedicada à pesquisa de fronteira e à prototipagem avançada de microprocessadores e dispositivos semicondutores.
Integrando técnicas de micromanufatura aditiva, empacotamento heterogêneo, montagem de chiplets e sistemas avançados de sensoriamento, a PocketFab criará condições inéditas no Brasil para o desenvolvimento ágil de arquiteturas RISC-V e de sistemas críticos para aplicações em inteligência artificial, IoT, defesa, energia, saúde, automotivo e manufatura avançada.
“Não é uma fábrica convencional, ela é modularizada, compacta e reconfigurável, é uma mudança de paradigma de como fabricar semicondutores. Precisaremos de aproximadamente 200 metros quadrados para a instalação da fábrica, onde serão instalados equipamentos de altíssima precisão”, explicou o coordenador do Centro de Inovação InovaUSP, Marcelo Zuffo, também professor da Poli.
A iniciativa conta com a parceria do Senai-SP e a articulação com diversos setores da indústria brasileira, ampliando a capacidade de inovação, formação de talentos e transferência tecnológica. “Esse projeto é estratégico para a indústria de São Paulo e do Brasil, é uma questão de soberania nacional. Ao possibilitar a produção de microprocessadores e semicondutores aqui, as nossas indústrias e startups não estarão submetidas a riscos de pirataria e propriedade intelectual”, afirmou Ricardo Terra, diretor regional do Senai-SP.