A corrida dos minerais

Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, anunciou que o Brasil neutralizará as emissões de carbono no país até 2050, na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-26, realizada na Escócia. Porém, recentemente o Governo divulgou um dado que diz respeito ao cumprimento desta meta. De janeiro a setembro de 2021, cerca de 44% do que o Brasil exportou esteve concentrado em apenas três tipos de commodities: petróleo, minério de ferro e soja. Além de apontar a primarização da economia, revela a exploração que está na contramão do discurso oficial, por conta dos impactos significativos sobre o meio ambiente, já que os derivados de petróleo são altamente poluentes; os minerais ameaçam áreas de conservação e a soja consome grandes quantidades de insumos cada vez mais escassos (como a água).

“Temos que encontrar uma conciliação”, diz o professor Luiz Enrique Sánchez, da Escola Politécnica (Poli) da USP. “Deve haver um equilíbrio entre a demanda por minerais que suportem a transição energética e a expansão dessa produção sobre áreas de proteção ambientais”, afirma.

 

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