Laboratórios da USP estudam revestimentos inteligentes com poder de autorreparação

 

A deterioração de materiais metálicos, chamada de corrosão, é um fenômeno que ocorre de maneira espontânea, por meio de reações químicas e eletrônicas com o meio ambiente. Estima-se que 30% da produção mundial de ferro e aço seja perdida com a corrosão. Segundo dados da mineradora multinacional Nexa Resources, no Brasil o gasto de manutenção contra o fenômeno correspondeu a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, cerca de R$ 290 bi. 

Uma nova tecnologia de revestimentos inteligentes com propriedade de autorreparação está sendo estudada na Universidade de São Paulo, dentro do Departamento de Engenharia Química na Escola Politécnica (Poli), pela professora e pesquisadora Idalina Vieira Aoki. A fim de mitigar a corrosão em superfícies metálicas, a tecnologia utiliza microcápsulas com um agente reparador que age na área danificada localmente, de maneira autônoma, impedindo o avanço da corrosão do substrato metálico pintado. Idalina afirma que o encapsulamento de inibidores de corrosão foi inspirado na área médica, mais precisamente nos “fármacos que podem provocar reações ou efeitos colaterais indesejados, que são encapsulados e funcionalizados para irem direto ao órgão adoecido”.

Leia a matéria do Jornal da USP na íntegra.

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