PoliPlugs: Aluno da Poli-USP cria startup para atender demanda da indústria do Pré-Sal

Jhonatan Arismendi percebeu necessidade durante seu mestrado, e criou proposta para construção de amostras de rochas sintéticas com características similares às encontradas no Pré-Sal

A contribuição da universidade com a inovação e empreendedorismo no País pode ir muito além da formação de profissionais qualificados. Ex-alunos da Escola Politécnica (Poli) da USP já criaram três empresas consideradas “unicórnios”, ou seja, startups avaliadas em 1 bilhão de dólares ou mais. Ideias que surgem nas bancadas dos laboratórios constantemente geram patentes e benefícios para a sociedade, nas mais diversas áreas. E neste sentido, o engenheiro Jhonatan Arismendi, atualmente doutorando da Poli, observou uma necessidade da indústria de óleo e gás enquanto estava realizando o seu mestrado sob orientação dos professores Jean Vicente Ferrari e Carina Ulsen. Ele criou uma startup, a PoliPlugs, que confecciona amostras de rochas sintéticas personalizadas com características petrofísicas e químicas – dentro da faixa destes parâmetros – similares às encontradas nos reservatórios de onde são extraídos óleo e gás nas camadas do Pré-Sal.

Para entender a ideia de Jhonatan, é importante considerar que a exploração de petróleo no Pré-Sal é realizada em condições extremas, de grandes profundidades, altas pressões e temperaturas trazendo diversos desafios à indústria de petróleo. Desafios são solucionados em parceria com as universidades visando aumentos no fator de recuperação de petróleo. [Leia a matéria sobre este tema aqui.]

A PoliPlugs propõe a construção e utilização de amostras de rochas sintéticas que considerem as propriedades mineralógicas e petrofísicas das amostras reais para simulação de condições de reservatório podendo ser utilizadas para o desenvolvimento de pesquisa na universidade e na indústria de petróleo. “Vemos que é uma necessidade do mercado, já que as amostras de rochas provenientes do pré-sal são de acesso restrito e pertencem a união, não sendo possível realizar estudos destrutivos, sendo a ideia inovadora da Poliplugs de grande potencial para a indústria de petróleo”, defende o engenheiro.

Além de gerar receita a partir do conhecimento e da capacitação dos pesquisadores, Jhonatan explica que a ideia é que a atuação da startup contribua com mais pesquisas, de acordo com as necessidades do mercado, e com a formação de profissionais.

A PoliPlugs conta com o apoio dos pesquisadores do Laboratório de Caracterização Tecnológica e do Centro de pesquisa InTRA (Integrações Tecnológicas em Análises de Rochas e Fluidos), além do patrocínio do fundo patrimonial Amigos da Poli, sendo a primeira iniciativa a receber aporte da organização. Para outras informações sobre a empresa, acesse https://sites.usp.br/poliplugs/.

FOTOS: https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157711597337267/with/48997293437/