Grupo da Poli entrega quase 20 mil face shields para ajudar no combate à pandemia

A iniciativa atua no auxílio às equipes de saúde desde o início da crise; a marca de entregas foi atingida graças ao esforço mútuo dos voluntários e pesquisadores envolvidos, e o material foi entregue gratuitamente em instituições de saúde. 

Entrega, em Manaus, de face shields produzidos pelo E-Group. Foto: Facebook/E-Group: Covid-19

O projeto de produção de protetores faciais desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da USP para profissionais da saúde, no combate ao coronavírus está alcançando a marca de 20 mil face shields entregues. A ação é resultado de uma articulação entre professores e pesquisadores da Poli, além de voluntários, totalizando 53 membros, dos quais metade participa ativamente na produção. O grupo utilizou impressoras 3D para a fabricação dos equipamentos, e contou com doações para a aquisição do material. O transporte foi realizado pela Marinha do Brasil, por meio do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo.

 

Esses suprimentos são necessários para enfrentar a atual pandemia da covid-19. O grupo aperfeiçoou um modelo para uma tiara de sustentação e está produzindo face shields — protetores faciais utilizados como equipamentos de proteção individual (EPI) pelos profissionais de saúde que atuam na linha de frente na prevenção da doença.

 

Os protetores produzidos pelo grupo da Poli é reutilizável. Higienizado com álcool 70% ou solução com desinfetante, a duração da máscara depende do seu uso. Caso o shield (parte plástica que efetivamente protege o rosto) fique opaco, é possível trocá-lo por outro, apenas furando-o e acoplando na tiara, a qual, agora feita de material injetado, tem uma qualidade superior com durabilidade elevada em relação àquelas feitas com impressoras 3D, como o grupo começou a fabricar em março.

 

Além da evolução das tiaras, que são montadas mais facilmente, as viseiras também sofreram mudanças na fabricação ao longo do processo. Antes cortadas e furadas na Poli, agora são fabricadas numa empresa, possibilitando o uso de um material melhor e mais transparente na confecção. A linha de montagem é outro elemento que se modificou com o tempo, melhorando protocolos de segurança quanto à contaminação dos voluntários. 

 

Nas primeiras semanas do projeto, eram produzidos 500 equipamentos de produção a cada sete dias. Entre a terceira e a quarta semana, esse número subiu para quase 1400 unidades. Na última fase, já foi alcançada a marca de 6 mil face shield por semana, número esse que ainda pode crescer. 

 

Até o momento, a iniciativa fabricou 12.500 unidades injetadas; conta com 6.350 unidades montadas para serem entregues, porém está com dificuldades de envio para as localidades na divisa da cidade de São Paulo. A Marinha auxilia com entregas em um raio de até 250km da capital, porém alcançar as cidades do interior, alvo do projeto com o avanço do coronavírus, representa um desafio para o grupo. 


Para conhecer o projeto, acesse o seu site clicando aqui.