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Um algoritmo para emoções

Programa desenvolvido por pesquisador da Poli-USP identifica com
83% de acerto emoções como tristeza, tédio ou raiva na voz humana.

Um programa de computador que “ouve” uma pessoa e é capaz de definir, com 83% de acerto em média, se ela está feliz, triste ou entediada ou ainda com raiva, nojo ou medo, pode se tornar uma ferramenta valiosa para as empresas de contact centers ao identificar situações de conflito nas ligações. Desenvolvido por um pesquisador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o programa apresentou taxas de reconhecimento elevadas e comparáveis ao que de melhor se conseguiu com outros sistemas no mundo.
Nos testes, foram utilizados gravações em formato de áudio padrão. Utilizando uma base de dados pública, a Berlin Database of Emocional Speech, que contém gravações de áudio com atores interpretando determinadas emoções, o autor do projeto, o engenheiro Rafael Iriya, processou e extraiu dos sinais parâmetros que caracterizam a voz em determinada emoção – trato vocal, frequência da voz, intensidade sonora etc.