
Data: 09/09/2025
Veículo: Jornal Novabrasil, com Heródoto Barbeiro.
Link: https://youtu.be/4y4h7u8PQlw?si=_kA8_2eeBxVHxA0L
O ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, declarou a possibilidade do Brasil produzir tecnologia nuclear para fins de defesa. O País, entretanto, é um leal signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e não há quaisquer possibilidades do desenvolvimento de armas nucleares.
Cláudio Geraldo Schön, professor doutor da Escola Politécnica da USP, comentou que, na história, o Brasil criou, durante a ditadura militar, o Projeto Nuclear Paralelo, mas que as perspectivas para concretização do projeto eram baixas, “na verdade, aquilo lá nunca foi operado, não havia nenhuma chance da gente fazer bomba naquela época”, afirma Schön.
O professor também comentou que a comunidade de engenheiros nucleares entendem que o ministro “não foi feliz na forma de afirmar” e que a energia produzida por urânio tem um controle internacional em sua quantidade, da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC) e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), por exemplo.
No cenário mundial, a Coreia do Norte e o Irã são países que, atualmente, desenvolvem tecnologias nucleares, associadas à ideia de trazer segurança e estabilizar a soberania nacional, mas isso não é uma realidade brasileira, que reacende as pesquisas nucleares com o projeto de do submarino nuclear em Iperó, o qual o Cláudio visitou e se diz otimista no processo.