Gestão de riscos evitaria mortes, prejuízos e transtornos com chuvas

Já que condição social leva as pessoas a áreas vulneráveis, é necessário planejamento por parte do governo

Segundo o Corpo de Bombeiros, 12 pessoas morreram em razão da forte chuva que atingiu a Grande São Paulo na

Zona leste alagada após chuvas – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

madrugada e manhã de ontem. Foram vítimas de deslizamentos e afogamentos em Ribeirão Pires, Embu, São Caetano, Santo André, São Bernardo e São Paulo. Foram 123 ocorrências de quedas de árvores, 94 desmoronamentos e desabamentos e 740 chamados por enchentes e alagamentos. O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo realizaram uma reunião do gabinete de crise para a continuidade dos trabalhos conjuntos para mitigar problemas relacionados a enchentes, uma força-tarefa para gerenciamento de crise. Os gastos com prevenção a inundações e obras de drenagem na capital paulista e no Estado de São Paulo não chegaram à metade do previsto nos últimos três anos. Levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que a verba para drenagem era de R$ 5,3 bilhões, mas só o equivalente a 41% foram gastos.

“Entre 1% e 2% do PIB de muitos países são perdidos em deslizamentos e perdas de infraestrutura. O prejuízo humano é o mais tocante, porém existem outros”, declarou o professor Marcos Massao Futai— especialista em Geotecnia—, da Escola Politécnica (Poli), ao Jornal da USP no Ar. A prevenção, assim, não só salva vidas, como paga seu valor, gerando economia. Fora os transtornos de convivência na cidade que podem ser evitados, como engarrafamentos, vias bloqueadas, apagões, etc. Leia mais.