Calouros da Poli têm palestra sobre questões acadêmicas da graduação

O professor Augusto Neiva abre a palestra sobre questões acadêmicas no auditório da Administração. (Foto: Beatriz Carneiro)

Na manhã desta quarta-feira (19), os ingressantes de 2020 dos cursos de engenharia da Escola Politécnica (Poli) da USP assistiram uma palestra sobre os assuntos que envolvem a graduação. No auditório da Administração, o professor Augusto Neiva, presidente da Comissão do Ciclo Básico da Poli, iniciou a sua apresentação explicando as bases do curso na Poli, que preza por uma formação conceitual em engenharia, e sólida em ciências fundamentais, essenciais para garantir uma flexibilidade ao futuro engenheiro em sua atuação profissional.

A ideia de que a faculdade é um tripé entre ensino, pesquisa e extensão também foi apresentada. O docente lembrou que a USP é uma universidade tipicamente de pesquisa, onde os professores estão envolvidos na área, e os alunos também podem fazer pesquisa , acentuando a importância da iniciação científica. Além disso, a integração entre os institutos da USP foi incentivada: “A Poli não é uma ilha, ela está na USP”, disse Neiva. 

O projeto pedagógico do curso também foi exibido, enfatizando a proposta pedagógica de “aprender a aprender”. A base desse projeto é a busca por métodos de participação ativa dos estudantes nas aulas, mesmo no ciclo básico, que tende a ser mais expositivo. Tais aulas do núcleo comum acontecem no prédio do Biênio, que recebe esse nome pelas disciplinas ocuparem a maior parte dos dois primeiros anos de graduação. 

O professor ainda explicou que cada curso de graduação possui uma quantidade de horas a serem cumpridas que se dividem em obrigatórias, optativas eletivas e optativas livres. A estrutura curricular, além das disciplinas fundamentais nos quatro primeiros semestres, conta com espaços de ciências de engenharia, habilitação, optativas livres e módulos, esses oferecidos por cada departamento no nono e décimo semestres. Vale lembrar que os graduandos podem fazer módulos de qualquer departamento, independente da habilitação na engenharia que está cursando, para resultar em uma formação ainda mais plural, como ressaltou o professor Neiva: “A engenharia não deve ser vista como um conjunto de blocos isolados distantes”.

A partir do segundo semestre, as disciplinas ofertadas pelo currículo obrigatório passam a apresentar requisitos para serem cursadas. Assim, para estudar Física II no segundo semestre, por exemplo, é necessário ter passado por Física I anteriormente. Algumas matérias possuem os chamados “requisitos fracos”, exigindo que o aluno tenha cursado a disciplina requerida e tenha atingido uma média de 3,0 pontos e uma frequência de 70%, não sendo obrigatória a aprovação. Para o palestrante, é importante que o graduando não abandone uma disciplina após a reprovação e continue seus estudos. 

Outro detalhe apresentado foi que as turmas são divididas pela quantidade de alunos em cada disciplina, ou seja, estudantes de uma mesma sala podem ter horários diferentes. É importante que os alunos chequem em qual  turma foram alocados, o que pode ser conferido no mural do Biênio, no 1º andar, ou no sistema Júpiter. No geral, a Poli segue o calendário acadêmico da USP, e seu sistema de avaliação conta com três semanas de provas, nas quais as aulas são suspensas e as provas possuem horários fixos. Além disso, há semanas de provas substitutivas e de recuperação. 

O professor lembrou que pelo mural do Biênio é possível acessar um portal via QR Code, no qual encontrarão diversos materiais de seu interesse. Dentre eles, perguntas frequentes, vídeos de recepção, a página “estou na Poli”, detalhes da estrutura curricular, internacionalização, matrículas, indicação de serviços de acolhimento, entre outros. Sobre estágios, o docente disse que os alunos podem iniciar no terceiro ano de graduação, desde que não tenham acumulado mais de duas reprovações, e no quinto ano o número máximo cai para uma. Além disso, a importância dos grupos de extensão como motivação para os estudantes foi ressaltada. 

Por fim, Augusto Neiva explicou que os calouros serão tutorados por alguns veteranos que, por sua vez, serão orientados por docentes, representando um canal de ajuda de mão dupla. Amanhã, dia 20 de fevereiro, serão escolhidos os representantes de classe, posto que funciona como um meio entre os alunos e a instituição, além de realizarem a avaliação das disciplinas. 

 

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