Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica da Poli conclui atividades de 2015

Alunos do ensino médio de várias partes do País passaram uma semana na USP. Estudaram as matérias introdutórias e desenvolveram um carrinho autoguiado.

Os 24 alunos participantes da nona edição da Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica (EAEM) concluíram neste domingo (12/07) as atividades programadas para o evento, no qual alunos do ensino médio passaram uma semana na Poli assistindo as aulas introdutórias de Engenharia Mecatrônica e desenvolveram um projeto para aplicar os novos conhecimentos. A EAEM é uma atividade organizada pelos alunos que integram o Programa de Educação Tutorial (PET – Mecatrônica) e por professores do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Oito meninas e dez alunos de escolas públicas se inscreveram na EAEM 2015. Havia estudantes de São Paulo (capital e interior) e de outros Estados, como Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Os alunos foram divididos em cinco equipes para desenvolver um protótipo de um veículo autônomo capaz de completar um percurso sem interferência humana. No sábado (11/07), eles apresentaram os projetos de carrinho autoguiado que desenvolveram para uma banca composta pelos professores do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos Diolino José dos Santos Filho, tutor do PET Mecatrônica, e Rafael Traldi Moura, e por Rodrigo Pereira Abou Rejaili, um dos estudantes da Poli que participou da organização da EAEM 2015.

A equipe que fez a melhor apresentação e conquistou o troféu dessa edição foi a Equipe Rat Trick. No domingo (12/07), as equipes colocaram os carrinhos para competir. O protótipo que cumpriu o percurso no menor tempo possível e venceu a corrida foi feito também pela Equipe Rat Trick, que conseguiu desenvolver um excelente projeto.

Durante a semana da EAEM, os alunos tiveram aulas teóricas sobre o que é Engenharia; Desenho Técnico; Resistência de Materiais; Elementos de Máquinas; Processos de Fabricação; sobre o microcontrolador Arduíno e PACA – sistemas que centralizam as informações e fazem os protótipos funcionarem – Computação; Sensores, que captam informações do meio ambiente e as transformam em sinais para que o sistema entenda e o protótipo se comporte como programado. Os alunos fizeram, então, todo o protótipo, desde os desenhos do projeto inicial até a usinagem, montagem, inserção dos sensores e programação.

As aulas teóricas deram aos estudantes o conhecimento e mostraram as ferramentas com as quais eles tinham de lidar para construir o projeto. “Um dos papéis do PET é refletir sobre como será a Poli do amanhã. Então, desenvolvemos com sucesso um projeto pedagógico exclusivo para a EAEM deste ano, baseado no conceito Project Based Learning, tornando a EAEM um piloto para mostrarmos como é essencial na formação do Engenheiro unir o contexto teórico e a aplicação desse conhecimento com a visão de desenvolvimento de projetos para solucionar os problemas da sociedade”, explica o professor Santos Filho.

As atividades da EAEM convenceram Felipe da Silva Pereira, que está no terceiro ano do curso de Técnico em Mecânica, a seguir na área. Depois de receber uma dica de um amigo pelo Facebook, ele se inscreveu e veio do Espírito Santo para participar das atividades da Semana. “Eu estava em dúvida entre Engenharia da Computação, Engenharia Mecânica e Engenharia Química. Minha professora de Matemática recomendou Engenharia Mecatrônica porque abrange praticamente tudo o que eu queria em só uma área”, contou. Ele participou das Olimpíadas de Robótica do ano passado, na qual ficou em sexto entre 32 concorrentes no Estado.

“Foi sensacional a semana que passei aqui. Os professores e monitores tiraram minhas dúvidas, disseram muitas coisas que me motivaram ainda mais a seguir Mecatrônica”, destacou o aluno. “Eu quero entrar na Poli e participar da ThunderRatz”, sorriu, já planejando integrar o time de Robótica da Poli.

Já a estudante do Rio Grande do Sul, Augusta Victória Saraiva, que está no terceiro ano do curso técnico Informática para Internet, decidiu que quer ser jornalista. Ela está fazendo o curso técnico porque acredita que os conhecimentos das áreas de Humanas precisam estar atrelados ao conteúdo mais técnico das Exatas para executar bem suas tarefas. Seu plano é trabalhar com jornalismo colaborativo. “A EAEM me incentivou ainda mais a procurar sempre pelo conhecimento técnico. Pude viver mais a fundo o que eu aprendo no colégio, foi uma oportunidade única”, completou. “Além disso, pude conviver com pessoas de várias partes do País que tinham o mesmo foco que eu, e me relacionar com os professores, monitores. Foi uma experiência que levarei para a vida toda”, finalizou.