FORMANDO ENGENHEIROS E LÍDERES

Jesus Emanuel Choquepuma integrou equipe que venceu o Inovathon Logistics Challenge, promovido pela montadora no Brasil.

Jesus Emanuel Choquepuma, aluno de graduação do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), acaba de voltar de uma viagem feita para a Suécia e a França, promovida pela Scania. Ele integrou um grupo de estudantes que conquistou o primeiro lugar no Inovathon Logistics Challenge, competição sobre o setor de logística que ocorreu nos dias 8 e 9 de outubro do ano passado, na fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, São Paulo. Como prêmio, eles ganharam uma viagem para conhecer a sede da empresa, na cidade de Södertälje, e também para Paris, onde puderam conversar com alguns dos clientes da montadora.

Choquepuma e sua equipe ficaram cinco dias em Södertälje. Na sede da Scania, eles entenderam o processo de montagem dos caminhões, assistiram várias palestras com gestores da empresa e tiveram uma conversa com Christopher Podgorski, vice-presidente da multinacional.

Podgorski os levou para conhecer a torre de controle da Scania, que monitora à distância, por GPS, os veículos da marca que circulam em boa parte da Europa. O funcionamento da tecnologia é muito parecido com a do projeto que o grupo havia proposto na competição da Scania. “Foi engraçado, pois a gente conheceu o nosso projeto na prática”, brinca Choquepuma.

Em Paris, foram apresentados a um dos clientes da montadora. “A visão da Scania é muito interessante, pois seu objetivo não é só vender os veículos, mas também fornecer equipamentos adequados para que o cliente da montadora possa atender bem o seu próprio cliente”. A empresa que o grupo conheceu na França, uma distribuidora de alimentos para supermercados locais, é um exemplo, pois possuía veículos da Scania equipados e preparados para o transporte de alimentos congelados e frágeis. “Os caminhões eram especializados para que essa empresa entregasse as encomendas do jeito certo”.

O projeto e a competição – O grupo de Choquepuma venceu o Inovathon Logistics Challenge com o projeto de um sistema de monitoramento de caminhões da Scania via GPS a partir de uma torre de controle altamente tecnológica. Trabalharam no projeto, juntamente com Choquepuma, os estudantes Rodrigo Metedieri, do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), Amanda Magalhães e Carlos Eduardo Queiroz, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Peterson Moreira, da Fundação Santo André.

Chegar até o final exigiu muito esforço da equipe. A competição foi divida em quatro etapas e se iniciou no final de setembro de 2016, com uma prova teórica online para os mais de 600 inscritos, dos quais apenas 50 foram selecionados. A partir daí, foram feitas entrevistas com os candidatos. Dos 25 finalistas aprovados, seis eram da Poli: além de Choquepuma, participaram do torneio os estudantes Vitor Cordiolli Silvestre (Engenharia Mecatrônica), Pablo Paixão (Engenharia Civil), José Ignácio Olenscki (Engenharia Mecatrônica), Carolina Abiricha Montesi (Engenharia Mecatrônica) e Ethore Moura (Engenharia Mecânica).

Os participantes da final tiveram, então, que preencher um questionário de avaliação psicológica com o intuito de serem divididos em grupos diversificados de cinco integrantes. A última fase ocorreu na montadora da empresa, em São Bernardo do Campo, e contou com uma maratona de 24 horas. Ilaquita assistiu palestras e participou de dinâmicas durante a competição. Após isso, foi dado aos estudantes o desafio de apresentar uma solução em logística que levasse em consideração um cenário de 25 anos no futuro (uma realidade em que todos os veículos de transporte fossem elétricos e autônomos, por exemplo). Eles deveriam estar prontos para a apresentação dos projetos desenvolvidos às 6 horas do dia seguinte.

“Tentamos identificar os problemas que podem surgir no futuro e envolver tudo em uma proposta só para o nosso projeto”, afirma. Com isso, chegaram ao projeto da torre. “Ela mostraria dados de quantos quilômetros o veículo percorreu, informações sobre a estrada, clima, e possíveis danos sofridos. Se surgisse algum problema, a central iria enviar drones ou uma equipe especializada, e tudo seria bastante automatizado”, explica.

O aluno afirma que a viagem e toda a experiência da competição contribuíram muito para o seu crescimento pessoal. “Tive contato com pessoas incríveis, como o vice-presidente da Scania, que tem uma grande mentalidade de produtividade. Isso fez com que eu me esforçasse mais em todas as áreas desde que eu cheguei”, finaliza. 

(Amanda Panteri)

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