Como receber alunos de uma escola técnica de outro país pode ajudar a Poli a subir em rankings

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É muito comum estar caminhando pelo campus e passar por um grupo de estudantes estrangeiros sendo guiados por funcionários e docentes. Corroborando com essa cultura de internacionalização, na última quinta-feira (24), a Escola Politécnica recebeu uma comitiva composta por 12 alunos e 2 professores de uma escola norte-americana, a Northeast Wisconsin Technical College, localizada na cidade de Green Bay, Wisconsin. A visita se iniciou no prédio da administração com uma apresentação a respeito da Poli, dividida entre o professor Edison Spina, do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, e alunos representantes do Escritório Politécnico Internacional (iPoli), e terminou em laboratórios do prédio da Engenharia Elétrica.

Este evento possui um detalhe atípico: os visitantes não eram alunos do ensino superior, mas do nível técnico. Geralmente, esse tipo de visita é oferecido a universitários para que conheçam o potencial da Escola Politécnica e se interessem, atraindo convênios com suas universidades de origem. Então, afinal, de que maneira uma escola técnica poderia auxiliar a Poli no desafio da internacionalização?

De acordo com o professor Spina, isso ocorre indiretamente. “A ideia da visita é realmente conhecer a universidade e ver como a gente pode se relacionar”, afirma. Ele conta que em uma dessas visitas, uma professora que estava acompanhando, e que também trabalhava em uma universidade, se interessou em estabelecer um convênio. “Trocar estudantes é uma coisa importante para nós. Diria que nos últimos 20 anos isso elevou o nome da Poli no mundo todo”.

Embora a Poli envie muitos alunos para o exterior, o inverso não ocorre com a mesma frequência. Entre 2001 e 2018, enquanto 1168 estudantes da Poli receberam o Duplo Diploma, apenas 238 graduandos estrangeiros vieram estudar na Poli em nome do programa. Conforme ressalta Spina, um dos principais critérios de nota em rankings internacionais é o grau de internacionalização da instituição. E uma boa colocação em rankings chama atenção para a Escola, o que auxilia na captação de recursos financeiros e, por conseguinte, faz com que a Poli avance na produção de conhecimento. Por isso é importante apresentar a Poli a estudantes e professores de fora, seja qual for o estabelecimento de ensino.