Luta pelos direitos da mulheres e sua manutenção foram tema de encerramento do Março das Mulheres na Poli-USP

Na tarde do dia 19 de março de 2021, foi realizado o painel de encerramento do “Março das Mulheres na Poli-USP” que contou com a presença da professora Maria Eugênia Gimenez Boscov; da presidente do Grêmio Politécnico e representante das organizações estudantis, Beatriz B. Bregion e da professora emérita da Faculdade Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e ex-coordenadora da USP Mulheres, Eva Blay. O foco do painel foi a história de lutas pelos direitos das mulheres e a situação atual da mulher na sociedade.

O “Março das Mulheres na Poli-USP” foi composto por uma série de eventos online realizados em março de 2021 para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Esses eventos foram organizados pela Escola Politécnica (Poli) da USP, o Diretório Acadêmico (Grêmio Politécnico, Atlética e Centros Acadêmicos de cada área da Engenharia da Poli), Coletivos PoliPride, PoliGen, Poli Negra, Politécnicas (R)existem.

A presidente do Grêmio, Beatriz Bregion, abriu o painel de encerramento agradecendo a todos que acompanharam os eventos anteriores do “Março das Mulheres”, e recapitulou brevemente as atividades promovidas durante a programação do mês.

Em seguida, a professora Maria Eugênia, que representou a diretora da Escola Politécnica, Liedi Bernucci, reforçou os agradecimentos pela presença do público e da convidada ilustre. Ela introduziu o tema do painel falando sobre como as mulheres já conquistaram muitos direitos e espaços, porém têm que lutar todos os dias para manter suas conquistas, e que ainda falta muito para a igualdade de gênero. Além de citar como o caso de assédio sofrido pela deputada estadual Isa Penna, na Assembleia Legislativa de São Paulo, e a punição branda do assediador, abre precedentes para a intensificação de casos de assédio sofridos por mulheres em locais de trabalho. Após sua fala, a professora Maria Eugênia apresentou e passou a vez para a convidada do painel.

A convidada do painel foi a professora emérita e socióloga Eva Blay, que tem um longo histórico de luta pela igualdade de gênero. A professora iniciou sua participação contando sobre a história do movimento feminista, começando pelo movimento sufragista, e aproveitou para homenagear ativista feminista Bertha Lutz, uma das pioneiras pela revindicaão do foto feminino no Brasil. Eva também abordou a atual situação das conquistas femininas, e como movimentos conservadores e a ocupação de cargos de poder por pessoas com esse viés põem em risco os direitos das mulheres. A professora falou sobre como, na pandemia, os casos de violência doméstica têm aumentado. Também tratou sobre os altos números de gravidez adolescente no Brasil, e como o discurso conservador prejudica a existência de medidas públicas para reverter essa situação. Além de explicar que a desigualdade socioeconômica entre as brasileiras é responsável pela intensificação da vulnerabilidade de muitas mulheres.

No encerramento do evento, Beatriz Bregion relatou sua admiração pela professora Eva Blay e agradeceu em nome de todos os alunos e principalmente das alunas a realização do evento e a participação das convidadas e do público.

Para assistir o painel de encerramento na íntegra, acesse aqui.