Poli-USP celebra 200 anos da primeira corrida de ferro gusa na Fundição Ipanema com maquete em impressão 3D

No dia 31 de outubro, o Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), realizou a celebração dos 200 anos da primeira corrida de ferro-gusa na Fábrica de Ferro da Ipanema e a exibição da maquete da instituição, feita pelo aluno Gabriel Faria, por meio de impressão 3D.

“‘Correr gusa’ é uma técnica de siderurgia herdada da Primeira Revolução Industrial em que se usa altos fornos e se obtém ferro líquido”, explica o professor Fernando Landgraf, Chefe do Departamento. No início da indústria, colocava-se esse líquido em moldes para produzir peças. Hoje, a técnica é importante para a produção de aço. Na primeira metade do século XIX, no Brasil, investiu-se em três instalações siderúrgicas, entre elas, a Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema (Fundição Ipanema), na região de Sorocaba. Nessa Fábrica, em 1818, ocorreu a primeira corrida de ferro gusa.

Na comemoração de 200 anos do acontecimento, feita na Poli-USP, o estudante de graduação Gabriel Faria apresentou sua maquete da instalação realizada por meio do procedimento de impressão 3D, e ela será doada para o Centro de Memória da Fábrica de Ferro de Ipanema, próximo a Sorocaba.