Aluno da Poli propõe novo método para medir carbonatação, no controle de qualidade do concreto

O trabalho de iniciação científica recebeu o Prêmio Brasil de Engenharia 2010,
na categoria Graduação – área temática Construção Sustentável

Um trabalho de iniciação científica, realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), resultou num novo método para o controle da qualidade do concreto, por meio da análise de imagens. O autor é o aluno Dyetry Amaral de Miranda, do 3º ano do curso de Engenharia Civil da Poli. Intitulado “Monitoração de propriedades físicas de concretos estruturais em envelhecimento acelerado”, o estudo está integrado à dissertação de mestrado da engenheira Daniele Maria Pilla Junqueira Cafange, orientada pela professora Sílvia Maria de Souza Selmo, do Departamento de Engenharia Civil.

PremioBrasilEngenharia2010

O trabalho de iniciação científica recebeu o Prêmio Brasil de Engenharia 2010,
na categoria Graduação – área temática Construção Sustentável

Um trabalho de iniciação científica, realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), resultou num novo método para o controle da qualidade do concreto, por meio da análise de imagens. O autor é o aluno Dyetry Amaral de Miranda, do 3º ano do curso de Engenharia Civil da Poli. Intitulado “Monitoração de propriedades físicas de concretos estruturais em envelhecimento acelerado”, o estudo está integrado à dissertação de mestrado da engenheira Daniele Maria Pilla Junqueira Cafange, orientada pela professora Sílvia Maria de Souza Selmo, do Departamento de Engenharia Civil.

O que Dyetry e Daniele fizeram foi monitorar a evolução da carbonatação dos concretos por meio da análise de imagens, em três métodos acelerados de envelhecimento, e verificar as diferenças de correlação com as demais propriedades físicas, em relação ao método tradicional. De acordo com Sílvia Selmo, o projeto do estudante mostrou que é possível evoluir em medidas de controle de uma das alterações químicas do concreto, a carbonatação, que mais interferem na sua capacidade de proteger as armaduras de aço. Trata-se de um fenômeno que resulta de uma reação química com o dióxido de carbono do ar e dissolvido nos poros do concreto e que afeta o pH deste material e pode reduzir a durabilidade do aço comum nas estruturas, na presença simultânea de umidade.

Ainda segundo Sílvia Selmo, as pesquisas de Dyetry e Daniele estão inseridas em um projeto mais amplo, iniciado em 2008 por outro mestrado inovador, o do engenheiro Antônio Nereu Cavalcanti Filho; todos com o objetivo de aprimorar e investigar novos procedimentos de controle de produção do concreto estrutural. “O trabalho deles atende simultaneamente à carência experimental, no que diz respeito à predição e controle do comportamento físico do concreto, à contínua oferta de novos materiais para a sua fabricação e ao grande volume de produção mundial deste material”, diz ela.

No campo, em conjunto com os pesquisadores e técnicos envolvidos, Dyetry acompanhou a produção e a amostragem de um lote de concreto estrutural. Depois, pesquisou e testou procedimentos inéditos de análise de imagem, para monitorar a sua carbonatação no mesmo volume padrão do material que é hoje adotado para o controle da sua resistência mecânica.

Em sua pesquisa, Dyetry propôs e testou tanto o uso de um programa de análise de imagem de acesso livre na internet, quanto outro restrito e mais sofisticado, para o qual foi treinado por cooperação e supervisão direta do professor Henrique Khan, do Laboratório de Caracterização Tecnológica do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Poli. “A adequação da metodologia ficou evidente tanto pelas correlações obtidas com outras propriedades físicas e mecânicas das amostras, quanto por algumas análises estatísticas complementares”, diz Sílvia Selmo.

O trabalho de Dyetry vai além das análises e poderá ter aplicações práticas, pois envolveu estudo simultâneo de aceleração da hidratação do concreto, em temperatura amena, por método em estudo pela professora a partir de norma americana. Segundo a engenheira Daniele Cafange, o resultado dessas pesquisas é de grande interesse para tecnologistas de concreto, centrais dosadoras e laboratórios de controle tecnológico. “Para os tecnologistas, a nova metodologia trará maior confiabilidade na composição do concreto, com antecipação de problemas com resistência, por exemplo”, explica.

Para as centrais dosadoras, diz Daniele, melhorará a sua sustentabilidade e competitividade, pois irá aperfeiçoar a composição de seus concretos e ter maior velocidade em seus estudos e predição de problemas. Por fim, para os laboratórios de controle tecnológico permitirá que ofereçam um serviço diferenciado a seus clientes a curto prazo, já que terão respostas mais rápidas quanto às propriedades físicas e mecânicas do concreto.

Com seu trabalho de iniciação científica, Dyetry foi o vencedor do Prêmio Brasil de Engenharia 2010, na categoria Graduação – área temática Construção Sustentável. O que para ele servirá de estímulo. “O reconhecimento sempre é importante, por que é incentivo para dar continuidade ao projeto”, diz o aluno.  “Além disso, é bom para os estudantes como eu ver que podem realizar avanços importantes para a engenharia e a sociedade do País.”

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A equipe da pesquisa:

Da esq. para dir., Nalso, auxiliar de Serviços; os alunos de graduação Dyetry Miranda e Marcelo Mattar; o engenheiro Nereu Cavalcanti Filho, então aluno de pós-graduação; a engenheira Daniele Cafange, também mestranda na época; e a professora Silvia Selmo.