Professor da Poli-USP é reconhecido por 50 anos de atuação na mineração

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP) realizou uma homenagem ao professor Wildor Theodoro Hennies, colaborador e ex-chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI). O docente recebeu o Diploma do Mérito do CREA, e também foi homenageado com a Láurea de Reconhecimento Profissional, por ter prestado relevantes serviços ininterruptamente ao longo dos últimos 50 anos.

Formado em Engenharia de Minas e Metalurgia pela Universidade de São Paulo, possui doutorado em Engenharia Mineral pela USP, dois pós-doutorados pela Universidade de Tecnologia Claustahl Zellerfeld, na Alemanha, e Livre Docência pela Universidade de São Paulo. Foi professor da UNESP de 1973 a 1978 e da USP, onde atua até hoje como colaborador. Realiza atividades de docência, pesquisa e extensão na área de lavra de minas, dedicando-se à estabilidade de taludes, escavações de minas a céu aberto, mecânica de rochas aplicada e corte de rochas com jatos d’água.

O professor Ricardo Cabral de Azevedo, do mesmo departamento, ressalta que Hennies foi um dos primeiros professores e chefes

do curso de Engenharia de Minas da Escola Politécnica da USP, hoje um dos mais importantes do mundo em sua área. “Como destaque, instalou a primeira máquina de corte de rochas com jato d’água de ultra alta pressão da USP, voltada exclusivamente à pesquisa”. Ele produziu inúmeros artigos internacionais e desenvolveu diversos projetos, até se tornar um dos maiores especialistas em sua área. “Quando foi criado o curso de Engenharia de Petróleo da USP, o engenheiro passou a atuar também nessa área”, conta Cabral.

Veja depoimento completo do professor Ricardo sobre Hennies, seu mestre: “Meu primeiro contato com ele foi como meu professor. Já chamava a atenção pelo profundo conhecimento e pela experiência prática, sobre tudo o que falava. Sempre conhecia alguma história interessante, ou um caso pessoal para ilustrar o que explicava. Talvez por isso, parecia não querer parar de nos contar suas histórias, e nem queríamos parar de ouvir. Mais tarde, como pesquisador, e depois como professor, tive a oportunidade e a honra de trabalhar um pouco com ele. Aí pude constatar também o quanto ele sempre conseguiu transmitir seus ensinamentos aos demais pesquisadores e professores, que até hoje seguem passando isso adiante. Basta citar que, entre tantos de seus orientados que se destacaram em suas áreas, três vieram a se tornar também Professores Titulares e Chefes do PMI, anos depois.”