Skyrats, equipe de extensão da Poli, vence Competição Brasileira de Robótica, a Robocup

A equipe Skyrats, grupo de extensão da Escola Politécnica (Poli) da USP, conquistou o primeiro lugar na categoria Flying Robots Trial League (Desafio Petrobras) Edição 2021 da Competição Brasileira de Robótica (RoboCup Brazil). A Skyrats é uma equipe interdisciplinar composta por alunos de diferentes engenharias da Poli que desenvolve drones inteligentes. O grupo é coordenado pelo professor Marcelo Knörich Zuffo, do departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli, e recebe o apoio do Fundo Patrimonial Amigos da Poli.

A RoboCup Brazil é o maior evento universitário de robótica da América Latina e aconteceu em 2021 na modalidade virtual, em razão da pandemia de covid-19. A competição foi realizada na semana do dia 15 de outubro, e contou com a participação de 12 equipes. Para vencer o torneio, os politécnicos tiveram que completar com a melhor pontuação o desafio de realizar tarefas de mapeamento, manutenção, transporte de equipamento em um simulador online de dutos e plataformas petrolíferas.

A caminho do torneio – Antes da quarentena, os membros da Skyrats participavam de duas competições: a Competição Brasileira Universitária de Foguetes (COBRUF), uma competição nacional que aborda mais a teoria, e a International Micro Air Vehicle Competition (Imav), a qual foi paralisada durante a pandemia. 

“A equipe cresceu muito no ano de 2020, quando chegamos em um momento que percebemos que tínhamos gente o suficiente para buscar uma nova competição”, contaBento Campos Brandani, membro da equipe  de software e vice-capitão da comunicação da Syrats. Em razão do aumento dos membros e da IMAV não ter previsão para acontecer, a  Skyrats decidiu encontrar um novo torneio para participar. Para isso, os membros entraram em contato com outras equipes e pesquisaram quais competições elas participavam, e descobriram a Competição Brasileira de Robótica.

“Para participar [da RoboCup Brazil], primeiro, a gente teve que enviar um paper para mostrar que tínhamos capacidade técnica de participar da competição”, conta Gabriel Akira Sato, membro da capitania de projetos da Skyrats. Neste paper, os membros da Skyrats resumiram todos os feitos do grupo até aquele momento e o que eles poderiam agregar para o torneio. A comissão da RoboCup aprovou o paper e aceitou a participação dos politécnicos.

A trajetória na competição – Alguns meses antes do início do torneio, a Skyrats começou os preparativos para buscar a vitória. “A gente se organizou alguns meses antes e focou no desenvolvimento separado das atividades, por exemplo a detecção do QR Code funciona, a detecção do display já está quase funcionando e a gente já consegue pousar na base. Mas quando chegou perto da competição, a gente precisou juntar tudo em uma arquitetura. Por isso, os dias antes da competição foram de muita adrenalina”, lembra Brandani.

A competição aconteceu ao longo de uma semana, e neste período, as equipes tinham um prazo para poder fazer alterações no projeto antes de começar o torneio do dia. “Acabou o primeiro dia, a gente estava 40 pontos à frente de todas as equipes”, expõe Brandani. No início da quarta e última fase, a Skyrats e outra equipe estavam empatados na primeira colocação, caso eles continuassem empatados ao final da competição, o grupo da Poli perderia, por causa do critério de desempate. A equipe concorrente foi a primeira a fazer o desafio e eles marcaram 60 pontos. Em seguida, a Skyrats completou o circuito e conseguiu pontuar acima da outra equipe, assim levando o prêmio.

“A gente sempre fazia duas versões do código: uma versão mais segura, na qual a gente pontuava menos, mas tínhamos certeza absoluta, porque a gente testava muito mais; e tínhamos uma versão ‘vamos arriscar, mas vamos conseguir mais pontos’”, explica Pedro Pimentel Fuoco, membro da Skyrats. Os membros da equipe sabiam que se usassem a versão segura, iriam marcar 60 pontos e empatar com o outro grupo, o que significava a derrota. Por isso, eles precisaram arriscar e optar pela segunda versão. 

O significado da vitória –  A competição aconteceu durante o período de provas do Biênio da Poli. “É nessas horas que você vê a importância das competições, o que elas significam para gente e como elas desenvolvem o pessoal. De verdade, foi o momento em que eu mais aprendi mais rápido na minha vida. A quantidade de coisas que eu aprendi ao mesmo tempo estudando para as coisas da Poli e também a quantidade de coisas absurdas que eu aprendi fazendo as coisas da competição”, diz Fuoco.

RoboCup Brazil também foi responsável por motivar os membros da Skyrats. “Motivação de continuar fazendo Poli, de continuar fazendo Engenharia. É uma coisa [a competição] que manifesta o sentimento de eu quero continuar e consigo desenvolver”, acrescenta Sato.