Workshop marca a comemoração dos 50 da Pós-Graduação da Escola Politécnica

Na tarde de ontem, dia 21 de dezembro de 2021, das 16h às 17h45, a Comissão de Pós-Graduação e a Diretoria da Escola Politécnica (Poli) da USP realizaram o Workshop “50 Anos de Pós-Graduação na EPUSP: Internacionalização e Desafios”, com o intuito de comemorar as cinco décadas de implementação dos programas de Pós-Graduação (PG) na Escola. O evento aconteceu no auditório “Prof. Dr. Francisco Romeu Landi”, no prédio da Administração e foi transmitido simultaneamente pelo canal do YouTube da Escola.

A professora Liedi Bernucci iniciou o evento discursando sobre a importância da Pós-Graduação na Poli. Segundo ela, a Pós-Graduação deu visibilidade às universidades e incentivou o desenvolvimento de pesquisas. Ela parabenizou o professor José Tadeu Balbo, presidente da Comissão de Pós-Graduação (CPG) da Poli, pela realização do evento e pelo livro “Memórias dos 50 anos: Pós-Graduação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1970-2020)”. O diretor eleito da Poli, professor Reinaldo Giudici, abordou que a Pós-Graduação é a essência da pesquisa e da formação de pesquisadores e cientistas, sendo assim um dos pilares da Universidade. O professor José Tadeu Balbo tratou do processo de escrita do seu livro e do apoio que recebeu da diretoria para esse projeto. Ele abordou que a Pós-Graduação da Poli precisa se basear nas métricas internacionais.

Em seguida, o professor Balbo apresentou a palestra “Breve Histórico e Números nos Jubileu da PG na EPUSP”, na qual discorreu sobre a trajetória da Pós-Graduação da Poli através dos anos. Antes da criação da Pós-Graduação, em 1951, um decreto da Poli aprovou o processo de doutoramento. Esse decreto permitiu que, entre 1951 e 1970, 122 alunos defendessem suas teses de doutorado. Em 1969, a Portaria GR nº 885 oficializou por lei a criação da Pós-Graduação no Brasil, com isso o Mestrado começou a ser praticado no país. A Poli publicou o primeiro regulamento sobre a Pós-Graduação em 1970. Ele finalizou apresentando peculiaridades sobre o Mestrado, como a falta de sua obrigatoriedade nos EUA.

O professor Lev Khazanovich, da University of Pittsburgh, apresentou, o painel “Internationalization and Double degree in US universities: cases and challenges”. Ele destacou os benefícios da internacionalização, das diferenças entre as graduações em Engenharia no Brasil e nos Estados Unidos, das disparidades entre o programa sanduíche e o programa de Duplo Diploma, dos potenciais benefícios da USP em comparação com as universidades estadunidenses e de como atrair alunos estadunidenses para a Poli.

O professor Silvio Nabeta, Vice-Presidente da CPG-Poli e Vce-Diretor eleito da Poli, realizou a exposição “Desafios para a Internacionalização da PG na EPUSP”. Ele iniciou a sua fala apresentando um diagnóstico da atual situação da Pós-Graduação na Escola. Segundo o professor Nabeta , 26% dos alunos de PG são estrangeiros, provenientes de 23 países, principalmente da América Latina. Dos estudantes internacionais, 77% têm como língua materna o português ou o espanhol. A CPG realizou uma reunião com esses alunos para entender quais os desafios enfrentados para se estudar na Poli e o que pensam  da Escola. Atualmente, a CPG tem como propostas incentivar disciplinas lecionadas em inglês, aumentar o relacionamento da Comissão com os alunos estrangeiros e criar cartilhas bilíngues para auxiliar os estudantes internacionais. Além disso, a CPG pretende expandir a posição da Poli na América Latina e na África Lusófona ampliando ainda mais a visibilidade da Escola em âmbito internacional.

O professor Reinaldo Giudici proferiu a palestra “Internacionalização na Avaliação da CAPES”, na qual ele abordou os critérios de avaliação dos sistemas de Pós-Graduação da CAPES para programas na área da Engenharia. No parecer da CAPES, a internacionalização começou a ser um dos critérios desde 2017, porém só avaliava os cursos 6 e 7. A partir da análise atual, esse critério será considerado para todos os cursos. Entre os critérios de internacionalização, são avaliados: financiamento de projetos por agências de fomentos internacionais; cooperação com instituições internacionais; visibilidade e prestígio no exterior; quantidade de alunos estrangeiros; mobilidade dos pesquisadores; participação de pesquisadores visitantes internacionais; comparação do impacto da produção científica; patentes internacionais; premiações internacionais; colocação dos egressos na escala internacional e ainda atração de alunos internacionais.

Na sequência, foi aberto um espaço para perguntas, que envolveram temas como: habitações para estudantes estrangeiros, diferenças profissionais e sociais brasileiras e estadunidenses que influenciam na importância do mestrado nesses países, agilidade nos processos de decisões e aumento da informatização.

A professora Liedi finalizou o Workshop parabenizando a Comissão de Pós-Graduação e seu Presidente e Vice-Presidente, professores Balbo e Nabeta, respectivamente. A professora comentou sobre as perguntas que foram feitas e explanou sobre o que já vem  sendo realizado pela Poli. Também expressou seu sentimento por participar do último evento da Escola sob sua direção. A professora ainda agradeceu a presença de todos e desejou boas festas e um feliz 2022 à comunidade politécnica.

Assista ao workshop na íntegra.