Parceria da FDTE conecta especialistas da Poli-USP com plataforma de projetos de sustentabilidade

Fundação ligada à Poli-USP mediará a expertise de pesquisadores da Universidade para iniciativas de empresas que buscam reduzir suas emissões de carbono

Conforme estabelecido na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), realizada em 2021, o Brasil tem a missão de reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030. Para cumprir com esse compromisso, é necessário promover, entre outras mudanças, investimento massivo em tecnologia. Para isso, a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), constituída por professores da Escola Politécnica da USP, se uniu à WeWe Plataforma de Serviços Ambientais, em um acordo de cooperação que busca estreitar os laços entre a indústria e a academia. 

A partir do acordo de cooperação firmado em 19 de janeiro, empresas e Organizações Não Governamentais (ONGs) poderão contar com a expertise de pesquisadores da USP, das mais diversas áreas, em suas iniciativas para zerar a pegada de carbono. Na prática, os especialistas indicados pela FDTE atenderão clientes prospectados pela plataforma da WeWe, que oferece laudos técnicos, diagnósticos e certificação de projetos, além da elaboração e acompanhamento da contabilidade de carbono e aposentadoria de créditos. 

“É impossível falar em engenharia e tecnologia no século 21 sem falar em sustentabilidade. Portanto, nós, que sempre fomos pioneiros no desenvolvimento tecnológico do Brasil, nos unimos à maior plataforma de projetos de sustentabilidade do País”, afirma José Roberto Castilho Piqueira, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e diretor de operações da FDTE.

“Iremos identificar não só na Poli como em toda universidade, quais são os grupos de pesquisa e quais são os laboratórios, capazes de desenvolver produtos, projetos, procedimentos e protocolos que sejam capazes de atender as demandas atuais das organizações, além de demandas do futuro que ainda não sabemos quais. Essas demandas não são só da indústria, são de toda a sociedade pois estão relacionadas ao futuro da vida no nosso planeta”, explica. 

A parceria terá duração de 24 meses. De acordo com o fundador e administrador da plataforma, Roberto Dotta Filho, ela será importante para espalhar o conhecimento produzido na USP não só pelo Brasil como pelo mundo. “Já estamos em negociações para firmar parcerias com instituições na Europa, consulados, e grandes corporações e associações do Brasil. Esperamos ter uma abrangência muito grande para que possamos fazer a diferença, e ter a sustentação técnica de pesquisadores de uma instituição de renome nacional e internacional como a USP será essencial para isso”, afirma.

O que é o mercado de carbono? – Para Dotta Filho, a parceria entre FDTE e a WeWe é um marco para a indústria de carbono no Brasil e no mundo. Isso se explica pelo fato do Brasil ser o principal fornecedor de créditos de carbono para o planeta, por conta do volume de emissões que precisam ser reduzidas. “Somos algo similar do que a Arábia Saudita é para o mercado de petróleo”, declara.  

Um crédito de carbono é dado quando um país reduz uma tonelada de sua emissão de gás carbônico. Esses créditos podem ser negociados com países que não atingiram suas metas de redução de gases. A mesma lógica é válida para as empresas, que podem comercializar seus créditos entre si. 

“É importante o trabalho da nossa plataforma porque ela auxilia em todos os processos deste mercado. Orientamos nossos clientes sobre o que eles devem fazer para mitigar suas emissões, realizamos a contagem de seus créditos de acordo com o quanto ela produz, e acompanhamos todo esse processo de redução”, afirma Dotta Filho. 

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