Com Pix, ajuda mensal e redes sociais, universidades miram pequeno doador

Objetivando engordar o fundo de doações, chamado de endowment, a Escola Politécnica (Poli) da USP foi uma das pioneiras no País. Espelhada por algumas experiências bem-sucedidas, as universidades brasileiras tentam alavancar a criação dessas poupanças, que contam com ex-alunos endinheirados como doadores, mirando agora em pequenos doadores interessados em apoiar projetos de impacto social e impulsionar a pesquisa brasileira.

Comuns nos EUA, os endowments são fundos de longo prazo, formados por doações. O dinheiro é investido no mercado e as universidades só usam o que rende, para ações como melhoria de laboratórios, apoio à pesquisas e bolsas. O objetivo é que os fundos sejam perenes, quanto maior o montante doado, maiores os rendimentos e mais projetos são apoiados. Não substituindo o orçamento público, eles servem para ações complementares.

A experiência da Poli, com o fundo patrimonial Amigos da Poli, surgido em 2012, incentivou outros grupos, como o de ex-alunos da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que lançou em julho o fundo Conecta EAUFBA.

Por meio do Pix, as pessoas podem doar a quantia que preferirem, sem valores mínimos de contribuição. Os fundos patrimoniais das universidades têm ganho destaque por fomentar trabalhos científicos na pandemia e por serem, ao mesmo tempo, uma reação contrária aos discursos anti-ciência e aos cortes de verbas governamentais.

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