Mulheres lideram entidades estudantis nos cursos de Engenharia da USP

A Poli, uma das Escolas mais tradicionais da Universidade ainda possui um predomínio de homens. A presença de mulheres nos cursos de graduação, pós-graduação, pesquisa e docência é parte de uma trajetória de mudança, após passarem muitos anos longe de espaços de engenharias e de outras áreas exatas.

A diretora da Poli, Liedi Bernucci, defende que o aumento de alunas não pode parar e aponta o momento histórico que a Escola está vivendo: nove de dez entidades estudantis (número que inclui os centros acadêmicos, Atlética e Grêmio Politécnico) são hoje presididas por mulheres, apesar de elas ainda serem minoria entre os discentes. “Vejo isso como uma grande vitória. Demonstra diversidade na Poli, respeito à liderança das mulheres e reconhecimento de sua competência.”

“É difícil ser mulher na engenharia, mas extremamente necessário. Eu sou fruto da luta de todas que vieram antes, e motivo de inspiração das que virão depois”, diz Ana Catarina Silva, presidente do Centro de Engenharia Civil Professor Milton Vargas (CEC) da Escola Politécnica (Poli) da USP. Ela tem 22 anos e cursa o quarto ano de Engenharia Civil. Ana Catarina é a segunda presidente mulher da história do seu centro acadêmico, que existe há 15 anos, e a primeira gestora negra. “Ser mulher em cargo de liderança, e ainda uma mulher negra, em uma faculdade majoritariamente masculina e branca, é sinônimo de luta e de muito orgulho.”

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