Roseli de Deus Lopes, engenheira da Poli-USP, comenta a conquista do Prêmio Péter Murányi pela Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

A Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace) venceu a edição 2021-2022 do Prêmio Péter Murányi, que reconhece trabalhos capazes de melhorar de forma inovadora a qualidade de vida da população em quatro temas que se alternam (educação, saúde, ciência & tecnologia e alimentação). Promovida desde 2003 por um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP, a Febrace se tornou a principal feira de ciências do país. A mostra de finalistas reúne anualmente na capital paulista centenas de projetos de estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de colégios públicos e privados de todas as regiões. O objetivo é incentivá-los a se aprofundar na pesquisa em ciências e engenharia e a apresentar soluções criativas para problemas de seu cotidiano.

“É com orgulho e muita satisfação que recebemos esse reconhecimento”, destaca a engenheira eletricista Roseli de Deus Lopes, que criou a feira há 18 anos em parceria com a matemática e cientista da computação Irene Karaguilla Ficheman e a jornalista Elena Saggio – as três são pesquisadoras do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Poli-USP.

Lopes teve a ideia de promover o evento depois de participar como avaliadora, em 2001, da Isef (International Science and Engineering Fair), nos Estados Unidos, maior feira pré-universitária do mundo. A iniciativa receberá como premiação R$ 200 mil. A ideia, segundo a pesquisadora, é usar esses recursos para aprimorar os modelos de financiamento do programa, tornando-o cada vez mais sustentável. “Hoje, precisamos todos os anos recorrer a editais de financiamento do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e a patrocínios de instituições públicas e privadas”, esclarece Lopes.

Confira o podcast da Revista Fapesp na íntegra.