Pesquisadores do PCS ganham competição em simpósio nacional

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Ewerton Rodrigues Andrade e João Marcos Barguil levaram prêmios no Concurso de Teses e Dissertações em Segurança (CTDSeg)

Ewerton Rodrigues Andrade e João Marcos Barguil, engenheiros formados pelo Departamento de Engenharia da Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP), foram vencedores do Concurso de Teses e Dissertações em Segurança (CTDSeg) do Simpósio Brasileiro de Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais (SBSeg) 2016. O Simpósio, organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), consiste no principal evento para exposição de pesquisas, debates e atividades relacionadas à segurança da informação e de sistemas computacionais. O Concurso é realizado a cada dois anos.

Com o projeto Lyra2, Andrade ganhou o prêmio de melhor tese de doutorado. O projeto consiste em um software de licença livre que protege sistemas eletrônicos (como senhas de acesso a sites, computadores, smartphones, mecanismos de autenticação e bancos de dados) contra ataques realizados por hackers por meio de supercomputadores, clusteres ou placas gráficas para roubar senhas de usuários. Ele foi orientado pelo professor Marcos Antônio Simplício Júnior, do PCS.

“Criamos funções que encarecem o ataque ao ponto de torná-lo inviável financeiramente. Para senhas de complexidade média, por exemplo, o valor gasto com a aquisição de memória para a construção de um hardware capaz de burlar a proteção do Lyra2 é de cerca de U$ 126 mil. Já para senhas de alta complexidade, que exigem diversos caracteres, letras, número e símbolos, o investimento exigido pode chegar a US$ 8,3 bilhões”, conta o criador do software.

O projeto de mestrado – Já a dissertação de João Marcos Barguil foi premiada como o melhor projeto de mestrado. Ele estudou uma forma de fazer com que determinada técnica de criptografia baseada em reticulados se tornasse mais rápida e ocupasse menos espaço. “Especificamente em nossos testes, chaves públicas passaram a ocupar cerca de mil vezes menos espaço, e operações de geração de chave que demoravam alguns minutos para serem executadas passaram a ser executadas em cerca de 0,1s”, explicou. Durante a pesquisa, após a publicação de um “ataque quântico que destruía o esquema”, pequenas alterações foram executadas no projeto inicial e foi possível recuperar a segurança.

Barguil compartilhou a vitória com seu orientador − a quem também se refere como amigo −, o professor da Poli Paulo Sérgio Licciardi Messeder Barreto, e com todos os colegas do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC). Em 2014, quando ainda era aluno do PCS, Barguil já havia publicado um artigo no SBSeg 14.

Apesar de não ter ganhado nenhum prêmio material, ele afirma que o reconhecimento valorizará o seu currículo, além de representar uma significativa conquista.“Confesso que fiquei muito feliz”, contou.

 (Ana Helena Corradinni | Jornalismo Júnior, com edição da Assessoria de Imprensa da Escola Politécnica).