Alunos de Engenharia Naval da Poli-USP vencem competição no México com projeto de robô capaz de avaliar o mercado de ações com base em notícias

Em novembro de 2022, quatro estudantes da Escola Politécnica (Poli) da USP venceram a última etapa do hackathon Huawei Developer Competition LATAM, na Cidade do México. Entre mais de 400 estudantes de Graduação e de Pós-Graduação da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México e Peru; Felipe Souza, Jungeui Choi, Lucas Cremaschi e Pedro Antunes levaram o prêmio de 15 mil dólares pelo projeto desenvolvido durante toda a competição: um robô capaz de avaliar o mercado de ações com base em notícias.

A Huawei Developer Competition LATAM é organizada e promovida pela empresa Huawei, uma multinacional focada em infraestrutura para Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) e dispositivos inteligentes. A conexão entre a empresa e a Poli foi promovida por professores da Escola, entre eles o professor Antônio Carlos Seabra, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI), que incentivou os alunos a competirem.

As equipes participantes  puderam escolher como desenvolver suas habilidades entre quatro categorias: PaaS, Banco de Dados, Enterprise Intelligence e Inteligência Artificial; mas todos tinham de se basear nas soluções da Huawei Cloud. O projeto dos alunos da Poli desenvolveu um mecanismo que interpreta as manchetes de uma API (Interface de Programação de Aplicações), classifica o tom utilizado nas manchetes e, assim, prevê a movimentação de determinadas ações no mercado.

Jungeui conta que o mecanismo-robô, batizado de Zepelim, se parece com um bot genérico, mas possui uma ferramenta inovadora: “O Zepelim é capaz de ler as notícias veiculadas sobre as empresas no mercado financeiro, podendo interpretar enquanto lê a manchete e o corpo da matéria se é algo negativo ou positivo para as ações. Com base nisso, ele define se ‘compraria’ ou se ‘venderia’ essas ações”. 

Os jovens, alunos de Engenharia Naval na Poli, superaram outros 108 projetos durante a competição, que se dividia em três etapas eliminatórias. A primeira requisitava que todos os participantes enviassem descrições detalhadas acerca do escopo do projeto, etapa na qual apenas 15 equipes seguiram para a fase seguinte, chamada de Hacking Week. Esta segunda consistia numa semana de imersão e mentoria com especialistas da própria Huawei sobre questões técnicas e comerciais da multinacional. 

Por fim, as seis equipes selecionadas apresentaram os projetos finalistas para uma banca de jurados na etapa presencial no México, onde foram anunciados os prêmios de até 15 mil dólares aos vencedores. 

Os estudantes contam que, no futuro e com novas habilidades incorporadas, o robô pode vir a utilizar as informações do dia anterior para aumentar a acurácia e continuidade dos dados na hora de fazer uma análise de compra e venda de ações. “Participar do hackathon nos aproximou como grupo, criamos uma amizade ao longo do ano, e essa comunicação nos deu alinhamento e confiança na ideia do projeto. Foi uma experiência inesquecível, principalmente porque pudemos participar profissionalmente de uma competição, além de ser em outra cidade, em outro país”, reforça Jungeui. 

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