Estudo evidencia a desigualdade na acessibilidade a emprego entre ricos e pobres na cidade de São Paulo

Conseguir chegar ao trabalho em até 60 minutos usando transporte público é um privilégio para poucos na cidade de São Paulo. Cerca de metade desses empregos está acessível para apenas 16% das famílias da capital. Dentro desse grupo, 44% têm renda familiar acima de dez salários mínimos e somente 20%, abaixo de três salários mínimos.

Esses dados constam no documento “Acesso à cidade, transportes e habitação”, que foi publicado na segunda-feira, dia 13 de setembro, pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

O levantamento foi elaborado por Beatriz Moura dos Santos, consultora de mobilidade urbana e gênero, e Mariana Giannotti, pesquisadora do CEM e professora da Escola Politécnica (Poli) da USP. As autoras analisaram os instrumentos do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo com foco na habitação para baixa renda e na redução da desigualdade de acesso a oportunidades.

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