Estudante de Engenharia da Computação da Poli conta sua experiência com estágio internacional

O aluno passou três meses em Seattle, nos EUA. 

Tiago Koji Castro Shibata, estudante do quarto ano de Engenharia da Computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP), foi selecionado no processo de recrutamento para estagiar na sede da Microsft em Seattle, EUA. Durante os três meses do programa, o aluno criou um showcase de novidades do sistema operacional do Windows 10 para a Internet das Coisas (IoT).

Shibata conta que resolveu tentar a vaga internacional na empresa estadunidense após assistir a uma apresentação da mesma. Ele afirma que o processo de aplicação é bem simples. “Eles tentam burocratizar o mínimo”, diz. Primeiro, é necessário fazer uma inscrição online, que será seguida de entrevistas e testes de níveis, como os de fluência em língua inglesa, por exemplo.

Durante o inverno no Hemisfério Norte, a Microsoft contrata cerca de sessenta estagiários do Hemisfério Sul. Já no verão, cerca de duas mil pessoas do Hemisfério Norte são contratados. Para Shibata, o número menor proporcionou uma melhor integração entre os membros da empresa. Estudantes brasileiros de outras unidades da USP, como o Instituto de Matemática e Estatística (IME) e o curso de Engenharia de São Carlos estavam representados.

A empresa, além de arcar com todas as despesas, incluindo moradia, passagem e transporte, também pagava boliches e happy hours para as pessoas se conhecerem melhor. Esse é um grande diferencial em comparação aos estágios no Brasil. “A vida lá é bem mais tranquila que aqui”, pondera o estudante. Apesar de trabalhar quarenta horas por semana de segunda a sexta, os horários de trabalho são bem flexíveis, e trabalhar em casa alguns dias não é visto como um problema. Após essa experiência, o estudante, por estar no quarto ano, tem a oportunidade de ser recrutado novamente no quinto, último ano de estágio obrigatório, já que o curso da Escola funciona no modelo quadrimestral. Ou seja, nos dois primeiros anos do curso há aulas normais, e a partir do terceiro são quatro meses de estágios obrigatórios intercalando os períodos letivos.

Como estagiário remunerado dentro da Microsoft, o contratado pode fazer parte de uma equipe desenvolvendo um projeto maior ou fazer o seu próprio projeto. O estágio internacional configura, também, como estágio obrigatório na contabilização de créditos. Assim, Shibata alerta que a burocracia da documentação necessária não pode ser um empecilho para perder a oportunidade de vivenciar essa experiência.  “Muita gente fica com medo de não passar e ficar marcado na empresa, mas não tem nada disso e vale muito tentar”, afirma o estudante.

(Giovana Querido | Jornalismo Júnior, com edição da Assessoria de Imprensa da Poli – USP).