Como pesquisadores da Poli-USP tem contribuído com inovação da tecnologia de Blockchain

A Escola Politécnica (Poli) da USP faz parte da Iniciativa de Pesquisa em Blockchain nas Universidades (University Blockchain Research Initiative (UBRI), e seus pesquisadores têm realizado estudos voltados para o desenvolvimento da capacidade tecnológica do Blockchain

 

(Imagem: freepik)

A Escola Politécnica (Poli) da USP tem contribuído por meio de estudos e desenvolvimento de pesquisas sobre aplicações de ferramentas tecnológicas como Blockchain, bem como mecanismos colaborativos correlatos, para a resolução de problemas reais, como dar maior transparência a sistemas. O Blockchain é essencialmente uma tecnologia para armazenamento de dados de forma que tentativas de manipulação da ordem ou conteúdo dos registros seja de fácil detecção. Essa propriedade é útil, por exemplo, para permitir que os usuários em uma rede de negócios possam transacionar ativos digitais diversos com segurança. 

Blockchain é um serviço que combina diversos mecanismos tradicionais da área  computacional. Em particular, essa tecnologia utiliza: assinaturas digitais, que têm papel similar a assinaturas manuais, mas dão garantias matemáticas da autenticidade dos dados assinados; funções de hash, mecanismo que gera identificadores únicos para um conjunto de dados, permitindo detecção de alterações; mecanismos de consenso, que permitem a diferentes computadores na rede terem uma visão única dos dados; e replicação de dados, para garantir que informações não se percam devido à falha de um ou mesmo de um conjunto de computadores.

O professor do Departamento de Engenharia da Computação da Poli e co-coordenador da Iniciativa de Pesquisa em Blockchain nas Universidades na USP, Marcos Simplício, explica que o papel da engenharia nesse cenário é tanto propor melhorias aos mecanismos internos ao Blockchain como avaliar os potenciais de uso dessa tecnologia em aplicações diversas. O objetivo principal é permitir a solução de problemas reais a partir dos aspectos técnicos da engenharia, em particular da engenharia da computação.

“Engenharia rima com tecnologia, em todos os sentidos. Os mecanismos que compõem Blockchains são objeto de estudo da engenharia, principalmente, da Engenharia da Computação, há anos. Dessa forma, a engenharia já vem e ainda tem bastante a contribuir com a melhoria de aspectos como segurança, desempenho e confiabilidade de sistemas que fazem uso de Blockchains, além de ser capaz de identificar novas oportunidades de uso dessa  tecnologia para resolver problemas reais” diz Simplício, responsável por pesquisar e analisar o papel do serviço de Blockchain na área de segurança de dados.    

Sobre sua linha de pesquisa dentro do grande campo de estudos que envolve  Blockchain, que possibilita pesquisas nas mais diversas áreas da engenharia, Simplício finaliza que se dedica especificamente a questões de segurança da informação. Exemplos incluem “Dá para melhorar a segurança e confiabilidade de algum mecanismo interno ao Blockchain?” e “É possível melhorar a segurança de algum sistema usando Blockchains e tecnologias colaborativas correlatas?”. 

Para saber mais sobre a iniciativa e as pesquisas realizadas pela Poli em Blockchain, acesse aqui.