Radiação UVC inativa coronavírus, mas tipo de material e áreas não expostas limitam eficácia

Desta vez, o estudo foi realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em parceria com a Plataforma Científica Pasteur-USP (SSPU, da sigla em inglês), com apoio da Associação Fundo Patrimonial Amigos da Poli, e resultou no protótipo de um equipamento que desinfeta máscaras em larga escala. As pesquisas do grupo validaram a eficiência do método, mas também indicam que a eficácia da UVC com esta finalidade depende da porosidade do material e da existência de áreas não expostas durante a aplicação da radiação. A pesquisa foi realizada com retalhos de máscaras cirúrgicas, de algodão e N95, contaminadas com o vírus e submetidas à radiação UVC em três condições diferentes.

“Inicialmente, para testes com UVC construímos um dispositivo estático, ou seja, as máscaras não eram movimentadas durante exposição à radiação. Depois, criamos um túnel de UVC pelo qual são passadas as máscaras, sendo expostas em ambos os lados e recebendo a dose de radiação necessária para inativação dos vírus. Mesmo assim, é possível haver áreas de “sombra”, ou seja, pontos em que a radiação UVC não atinge diretamente a superfície do material”, explica Antonio Carlos Silva Costa Teixeira, professor e coordenador do Grupo de Pesquisa em Processos Oxidativos Avançados (AdOx) do Departamento de Engenharia Química da Poli.

“Desta vez, o estudo foi realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em parceria com a Plataforma Científica Pasteur-USP (SSPU, da sigla em inglês), com apoio da Associação Fundo Patrimonial Amigos da Poli, e resultou no protótipo de um equipamento que desinfeta máscaras em larga escala”.

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