Professor da Poli comenta variação de preço de produtos eletrônicos

O aumento repentino do PlayStation 5 (console mais novo da linha mais famosa da Sony) às vésperas do Dia das Crianças surpreendeu os compradores. O videogame, que chegou a ter como preço sugerido pela própria empresa de R$3.899,90, não saia por menos de R$ 6mil em algumas revendedoras autorizadas. A alta do preço pode ser explicada tanto pelo aumento da demanda devido à data comemorativa quanto ao próprio “preço dinâmico” praticado pelas lojas. A estratégia é semelhante à que acontece com o preço de passagens aéreas, que podem mudar diversas vezes em um mesmo dia, de acordo com a procura de voos para determinado destino e data.

As lojas online, porém, levam outras coisas em consideração, como os dados do próprio comprador. Especialistas afirmam que os sistemas utilizados por e-commerces tentam ler uma série de informações para identificar o perfil do comprador e, descobrindo mais, os algoritmos das lojas podem variar o preço do produto. A finalidade é incentivá-lo a comprar mais rápido.

“Quando falamos de revendedor autorizado, estamos nos referindo àqueles que têm a credencial de que está vendendo algo legítimo, que não é falso. Mas isso não influencia no preço. Há um preço sugerido, mas o lojista pode aceitar ou não”, afirma o professor Renato Franzin, pesquisador da Escola Politécnica (Poli) da USP. 

Leia a matéria na íntegra.