Escola Politécnica da USP

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Poli-USP sedia inauguração de laboratório de pesquisa em energia e meio ambiente

Trata-se de uma rede de pesquisa focada em fontes de energia renováveis, 
que integrará pesquisadores do Brasil e da França.

Das instituições que integram a chamada rede de pesquisa 6+5, que reúne cientistas de algumas instituições francesas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e de outras universidades brasileiras, nasceu o Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.), que começa a operar oficialmente este mês. No dia 3 de maio, às 9h30, será realizada na Poli-USP a cerimônia de lançamento da iniciativa. A participação no evento é aberta para professores, pesquisadores e alunos da pós-graduação e é gratuita. Não precisa fazer inscrição prévia.

O L.I.A. é um ‘laboratório sem muros’ criado pelo governo francês para estruturar colaborações entre equipes de pesquisa e laboratórios da França com parceiros de outros países com quem já realizam algum tipo de trabalho conjunto. O diretor científico do Laboratório que está sendo estruturado agora no Brasil, pelo lado da França, é Nasser Darabiha, da Centrale Supélec. Já o diretor científico brasileiro é o professor José Pissolato, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. O grupo da Poli –USP é coordenado pelo professor Song Won Park, do PQI.

Depois do lançamento, os participantes poderão assistir uma sequência de palestras, a serem proferidas até o dia 4 de maio por especialistas que agora estão integrando o laboratório, que se configura como uma rede de pesquisa. Segundo Pissolato e Park, o objetivo do evento é apresentar para a comunidade acadêmica as oportunidades de pesquisa abertas com a criação da rede e agregar novos integrantes – pesquisadores, professores e alunos.

Atualmente o laboratório já integra em rede pesquisadores da Poli-USP, de algumas instituições francesas (CNRS, CentraleSupélec, Université Paris-Sud, Université de Lille, Centrale Lille, Ecole Nationale Supérieure de Chimie de Lille e Université d’Artois), e da Unicamp. 

A expectativa é que laboratório reforce a cooperação já existente entre os participantes da rede, estimule mais colaborações em pesquisa e aplicações práticas, e, consequentemente, amplie a produção científica e a visibilidade internacional. A rede vai atuar na pesquisa de fontes de energia renováveis, observando todas as suas facetas: a produção, o consumo, os impactos ambientais, a integração e interação com outras formas de energia, e as redes de distribuição.

As principais linhas de pesquisa serão: transformação da energia (focando em pesquisas sobre combustão, formação de poluentes, eficiência energética, por exemplo); redes de distribuição (integração, estocagem geração distribuída, proteção e qualidade dos serviços e outros); e meio ambiente (redução das emissões, fontes renováveis, otimização da rede de energia, gerenciamento de recursos hídricos e lixo).

“Trata-se de uma importante parceria entre Brasil e França, com o objetivo de construir uma sólida rede no campo da energia e meio ambiente, reforçando nossa relação com os franceses, com quem já estamos, inclusive, trabalhando para oferecer um curso inédito, o de Engenharia da Complexidade, que deve ser realizado em Santos”, lembra o diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira. “Essa iniciativa mostra a força do processo de internacionalização pelo qual passa a nossa Escola, já que nossos docentes estão cada vez mais ativos na busca por parcerias com pesquisadores de instituições estrangeiras de ponta”, destaca.

Histórico da iniciativa – Segundo um dos integrantes da rede, o professor do PMR, Alexandre Kawano, a origem do L.I.A. remonta as reuniões feitas entre docentes brasileiros e franceses para discutir as diferenças entre estilos de ensino e nos programas dos cursos de Engenharia, principalmente em matemática, nos anos de 2008 e 2009 no Rio de Janeiro.

“Dada força da ligação entre os parceiros do 6+5, começou-se a pensar em estender as discussões para as demais áreas da graduação e para a de pesquisa”, lembra Kawano. Em 2013, houve um encontro na Unicamp para o grupo começar a formular o L.I.A. Em 2015, foi feito um workshop na Poli que refinou a proposta discutida na Unicamp e delimitou as áreas de pesquisa que serão trabalhadas pela rede a partir deste ano.

Serviço:
Cerimônia de inauguração da instalação e palestras de apresentação do L.I.A – Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement.
Quando: 3 de maio, quarta-feira, às 9h30.
Local: Auditório Francisco Romeu Landi do prédio da Administração da Poli-USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa 3, número 380 –Cidade Universitária – São Paulo).
Não é preciso fazer inscrição prévia.

(Janaína Simões)

 

Departamentos remarcam palestras da Semana de Iniciação Científica da Poli 2017

Em virtude dos protestos na cidade de São Paulo, as atividades da Quinta Semana de Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) programadas para esta sexta-feira (28/04) sofreram alteração.

A palestra do Departamento de Engenharia Química (PQI), programada para 11h, será agora realizada no dia 4 de maio, quinta-feira, às 11 horas, na Sala C-0213 do Biênio. Já a palestra do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) foi reprogramada para dia 5 de maio, das 11h às 13h. Em princípio, será realizada na Sala S-28 do prédio da Engenharia Civil, mas há possibilidade de alteração do local do evento.

Os demais departamentos (Engenharia de Transportes – PTR; Engenharia Hidráulica e Ambiental – PHA; Engenharia de Estruturas e Geotécnica – PEF), que também tinham palestra programada para esta sexta-feira junto com o PCC, não informaram ainda sobre novas datas.

Caso sejam feitas novas mudanças, as informações atualizadas serão divulgadas pela Poli-USP no canal de Notícias do site da Escola e também nas redes sociais Facebook e Twitter.

 

Prazo para submissão de trabalhos para congresso de inovação é prorrogado

O 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (CBGDP)
será realizado na Poli-USP entre os dias 4 e 5 de setembro.

Dois de maio é o novo prazo para a submissão de trabalhos técnicos para o 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (CBGDP). Os interessados devem enviar o resumo do trabalho, por meio de formulário disponível em www.cbgdp.org.br. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de setembro, nas instalações da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

A previsão é que 100 trabalhos técnicos-científicos originais sejam apresentados, nas formas oral e em pôster, durante o Congresso, após a seleção e avaliação do Comitê Científico. O tema central é “O desenvolvimento de produtos e serviços no contexto da Internet das Coisas” e o programa inclui sessões temáticas, apresentação de casos, palestras, painéis, minicursos e visitas técnicas aos laboratórios de pesquisa da Poli-USP e empresas. Trata-se do principal fórum de engenharia sobre gestão da inovação, integrada ao desenvolvimento dos produtos e serviços. O público-alvo são pesquisadores, professores, estudantes, empresários, consultores, engenheiros, administradores, designers e demais profissionais que atuam na área.

O 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto é organizado por três instituições: Poli-USP (o professor Paulo Kaminski é o organizador geral do evento); Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP); e Universidade Federal do ABC (UFABC). O evento tem o apoio da Fundação Vanzolini e do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP.

Serviço:
11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto
Data: 4 e 5 de setembro de 2017
Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380 – Edifício Eng. Mário Covas Júnior – Cidade Universitária – São Paulo – SP
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Site: www.cbgdp.org.br

(Célia Domingues, assessoria de imprensa do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP.)

 

Hospital Universitário e Pró-Reitoria de Cultura e Extensão USP fazem simpósio sobre envelhecimento

Evento promovido pelo Projeto Envelhecimento Ativo será realizado no dia 3 de maio e integra o Programa Universidade Aberta à Terceira Idade. 

A equipe do Projeto Envelhecimento Ativo do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP (PRCEU-USP), promove o I Simpósio Rumo ao Envelhecimento Ativo. No evento, especialistas vão discutir a relação do envelhecimento com a memória, saúde, economia, resiliência e urbanismo. Ocorrerá no dia 3 de maio, das 8h às 18h, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária, São Paulo. As inscrições devem ser feitas previamente no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou no telefone (11) 3091-9183. A participação é gratuita.

O simpósio é parte do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI), projeto instaurado em 1994 que envolve unidades da USP de oito cidades diferentes. Ele contará com a abertura do médico e professor Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, e será dividido em cinco módulos de acordo com os temas propostos. Além de Kalache, outros dez palestrantes se apresentarão no dia. Dentre eles está a antropóloga Mirian Goldenberg. Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela já publicou mais de quinze obras referentes às suas pesquisas acadêmicas e é colunista do jornal Folha de São Paulo desde 2010.

Outros nomes importantes também comporão a mesa de debates como o economista Eduardo Giannetti, a psicóloga e professora Ecléa Bosi e o arquiteto e urbanista Marcelo de Andrade Roméro, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP. 

“O encontro foi pensado devido ao aumento da longevidade e suas consequências para as pessoas, com a proposta do modelo de envelhecimento ativo e otimização de oportunidades para saúde, participação, segurança e aprendizado continuado”, destaca Egídio Dórea, coordenador do Projeto Envelhecimento Ativo.

Segundo ele, é imprescindível discutir os problemas do grupo etário. “Essa população, com suas habilidades e experiências, representa um valioso recurso para as comunidades, famílias e economia. A não inclusão do indivíduo idoso em planos de desenvolvimento social e econômico acarretará riscos sociais a esse público e às comunidades em geral”, aponta.

O Projeto – O Envelhecimento Ativo é uma iniciativa do HU coordenada pelo médico do Hospital Egídio Dórea, e tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos funcionários da Universidade na medida em que eles envelhecem. Para isso, conta-se com uma equipe de profissionais da saúde, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e economistas, que trabalham as várias características da vida do participante desde a saúde física até a financeira.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli- USP) foi uma das unidades pioneiras dentro da USP a aderir ao programa. Para incentivar seus funcionários, a Poli organiza uma cerimônia de premiação aos que se destacam no sistema de contagem de pontos do projeto, um sistema que contabiliza os avanços na saúde de cada participante. A última comemoração ocorreu no dia 6 de março, quando foram distribuídas medalhas aos primeiros colocados. Leia mais sobre o projeto.

(Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e Jornal da USP, com edição da Assessoria de Imprensa da Escola Politécnica).

 

Confira aqui a programação do I Simpósio Rumo ao Envelhecimento Ativo:

Abertura: Prof. Alexandre Kalache

Módulo I: Envelhecimento e Memória
Palestrantes: Profa. Ecléa Bosi; profa. Ivete Pieruccini; sra. Neuza Carvalho

Módulo II: Envelhecimento e Saúde
Palestrante: Profa. Patricia Chakur Brum; prof. Márcio Mancini

Módulo III: Envelhecimento e Economia
Palestrante: Prof. Rodrigo De Losso da S. Bueno; prof. Eduardo Giannetti

Módulo IV: Envelhecimento e Resiliência
Palestrantes: Profa. Mirian Goldenberg; Profa. Maria Júlia Kovács

Módulo V: Envelhecimento e Urbanismo
Palestrante: Prof. Marcelo Romero

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Serviço:

I Simpósio USP Rumo ao Envelhecimento Ativo
Onde: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin – Auditório István Jancsó – Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária, São Paulo, SP
Quando: 3 de maio, das 8 às 18 horas
Inscrições e informações: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou (11) 3091-9183

 

 

Pesquisadores da USP reconstroem digitalmente embarcação histórica do século XVIII

A Engenharia se une à História em uma parceria multisciplinar entre Poli e Museu Paulista da USP pela preservação do patrimônio naval brasileiro.

Uma equipe formada por grupos de pesquisa envolvendo docentes e alunos de graduação do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica (Poli) e do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP) reconstruiu digitalmente uma embarcação, chamada de Canoão, utilizada na navegação fluvial que era praticada pelo Rio Tietê entre os anos de 1700 e 1800, processo conhecido pelos historiadores como navegação de monções. A reconstrução foi feita a partir da fotogrametria digital de uma fração remanescente da embarcação que integra o acervo do Museu Paulista e que atualmente se encontra no Museu Republicano “Convenção de Itu”, que pertence ao Museu Paulista e se situa em Itu, interior de São Paulo.

O projeto é resultado de uma parceria estabelecida entre o professor Bernardo Andrade, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli-USP, e a professora Maria Aparecida Menezes Borrego, do Departamento de Acervo e Curadoria do Museu Paulista. Quatro alunos de graduação da Poli-USP, um deles com bolsa concedida pela Associação de Engenheiros Politécnicos (AEP), e seis alunos orientados pela professora Maria Aparecida, três deles com bolsa do Programa Unificado de Bolsas de Estudo para Estudantes de Graduação (PUB) da USP, trabalharam na primeira etapa do projeto. O levantamento fotogramétrico contou com o apoio e colaboração da empresa Vtech Consulting.

Resultados – Com base no levantamento fotogramétrico e nas informações históricas extraídas de relatos, documentos e gravuras, a equipe do projeto determinou as características geométricas, a capacidade de carga, a estabilidade inicial e as características de desempenho hidrodinâmico do Canoão, empregando os conceitos teóricos e práticos da Arquitetura Naval. (Veja fotos do projeto no Flickr da Poli-USP).

“Conectamos conhecimentos históricos e de Engenharia no projeto, e os alunos estão aprendendo ou recuperando conhecimentos de cálculo, álgebra linear e ótica geométrica para entender como podemos reconstruir objetos tridimensionais a partir de uma foto, que é plana. Os alunos perceberam por que tiveram de aprender tantos conceitos básicos de ciências e engenharia, que agora aparecem como fundamentais por trás de um projeto como esse”, diz o professor Andrade.

“Também estamos dando ao participante do projeto a oportunidade de trabalhar em equipe e de forma multidisciplinar. Ele vai tomar contato com pessoas que pensam de forma diferente e são detentoras de conhecimentos de outras áreas que não a Engenharia, compreendendo que é necessário integrá-los para chegar ao resultado final”, completa.

Fillipe Rocha Esteves, do quinto ano da Engenharia Naval, achou interessante poder fazer Engenharia reversa usando a fotogrametria. “Também me interessei por trabalhar nesse projeto porque ele integra outras unidades da USP e me permitiu ter contato, trocar experiências com pessoas que pesquisam a história dessas navegações e até assuntos mais específicos, como a madeira, material utilizado para fazer as embarcações”, conclui.

Pedro Henrique Bulla, do quinto ano da Engenharia de Produção da Poli, dá seu testemunho sobre os benefícios. “Foi muito bom para minha formação poder unir diversas áreas do conhecimento, tais como história e o conhecimento técnico da Engenharia. O projeto me animou muito para estudos de cálculo, algo que estava me desmotivando na Poli desde o primeiro ano. Faltava enxergar a aplicação de Álgebra Linear, de Cálculo e consegui isso com o projeto”, conta.

Do ponto de vista de um engenheiro de produção, ele pôde observar os processos usados para a fotogrametria e agora está desenvolvendo estudos em metodologia para torná-los mais eficientes. “É possível, por exemplo, cobrir uma maior área do objeto com menor custo, reduzindo as operações em campo e o processamento computacional, que são atividades que elevam o custo do processo de fotogrametria. Isso é algo que queremos aprimorar”, comenta Bulla.

Aprendizado multidisciplinar – A peça do Museu Republicano estava em exposição, mas pouco se sabia sobre as características da embarcação da qual esta fração fazia parte. Ao cursar como optativa livre uma disciplina no Museu Paulista, ministrada pela professora Maria Aparecida de Menezes Borrego, Victor Otozato - aluno do curso de Engenharia Naval da Poli - percebeu a possibilidade de envolver a Engenharia em uma investigação sobre a embarcação histórica que movimentava grandes quantidades de carga nas chamadas monções, que ocorreram no século XVIII entre as regiões dos atuais municípios de Porto Feliz (SP) e Cuiabá (MT), pelo rio Tietê e bacias do Paraná e do Paraguai.

A partir deste vínculo inicial, o professor Andrade e a professora Maria Aparecida, formalizaram um Termo de Cooperação entre estas unidades da USP para o desenvolvimento de um projeto multidisciplinar de caracterização do Canoão a partir da reconstrução digital do mesmo, com base em técnicas de fotogrametria combinadas com as informações e registros históricos a respeito destas expedições. “O Canoão é um dos veículos de um dos primeiros grandes sistemas logísticos implantados no País”, comenta o professor Andrade.

“Era uma peça isolada, sobre a qual precisamos saber mais para entender sua existência dentro de um contexto histórico e social. A pesquisa com a Poli está nos ajudando a entender esse tipo de embarcação, as viagens realizadas e o protagonismo das canoas nas monções”, ressalta Maria Aparecida.

O projeto está sendo um diferencial na formação dos futuros engenheiros da Poli. “Precisamos de profissionais que saibam identificar de forma sistêmica um problema e que possam estabelecer uma estratégia para sua solução, com a competência de enxergar a multidisciplinaridade dos aspectos envolvidos e conectar os diversos campos do conhecimento necessários para sua solução”, diz Andrade.

Continuidade – Para a segunda etapa, o grupo procura estudantes e docentes interessados em integrar a equipe para pesquisar e desenvolver um totem multimídia a ser colocado à disposição dos visitantes do Museu Republicano numa futura exposição. Trabalhar na continuidade do projeto trará várias vantagens aos participantes, como observado em relação aos alunos e alunas que atuaram na primeira fase.

“Nesse totem queremos disponibilizar as informações técnicas sobre o Canoão que levantamos na primeira fase da pesquisa, quando nos dedicamos a reconstruir digitalmente toda a embarcação. Também desejamos fazer um tipo de totem no qual as pessoas possam experimentar, como num simulador ou ‘game’, a navegação no Canoão pelo Tietê como fizeram, no passado, os navegadores”, contam Bernardo Andrade e Maria Aparecida.

Estudantes que atuem com design de games e programação, por exemplo, têm uma grande oportunidade de colocar em prática seus conhecimentos. Há possibilidade de obtenção de bolsa para fazer a pesquisa. Interessados em trabalhar na continuação do projeto podem entrar em contato com o professor Andrade pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

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Angela Trabbold

 

Aluno da Poli-USP vence competição e visita sede da Scania na Suécia

Jesus Emanuel Choquepuma integrou equipe que venceu o Inovathon Logistics Challenge, promovido pela montadora no Brasil.

Jesus Emanuel Choquepuma, aluno de graduação do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), acaba de voltar de uma viagem feita para a Suécia e a França, promovida pela Scania. Ele integrou um grupo de estudantes que conquistou o primeiro lugar no Inovathon Logistics Challenge, competição sobre o setor de logística que ocorreu nos dias 8 e 9 de outubro do ano passado, na fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, São Paulo. Como prêmio, eles ganharam uma viagem para conhecer a sede da empresa, na cidade de Södertälje, e também para Paris, onde puderam conversar com alguns dos clientes da montadora.

Choquepuma e sua equipe ficaram cinco dias em Södertälje. Na sede da Scania, eles entenderam o processo de montagem dos caminhões, assistiram várias palestras com gestores da empresa e tiveram uma conversa com Christopher Podgorski, vice-presidente da multinacional.

Podgorski os levou para conhecer a torre de controle da Scania, que monitora à distância, por GPS, os veículos da marca que circulam em boa parte da Europa. O funcionamento da tecnologia é muito parecido com a do projeto que o grupo havia proposto na competição da Scania. “Foi engraçado, pois a gente conheceu o nosso projeto na prática”, brinca Choquepuma.

Em Paris, foram apresentados a um dos clientes da montadora. “A visão da Scania é muito interessante, pois seu objetivo não é só vender os veículos, mas também fornecer equipamentos adequados para que o cliente da montadora possa atender bem o seu próprio cliente”. A empresa que o grupo conheceu na França, uma distribuidora de alimentos para supermercados locais, é um exemplo, pois possuía veículos da Scania equipados e preparados para o transporte de alimentos congelados e frágeis. “Os caminhões eram especializados para que essa empresa entregasse as encomendas do jeito certo”.

O projeto e a competição – O grupo de Choquepuma venceu o Inovathon Logistics Challenge com o projeto de um sistema de monitoramento de caminhões da Scania via GPS a partir de uma torre de controle altamente tecnológica. Trabalharam no projeto, juntamente com Choquepuma, os estudantes Rodrigo Metedieri, do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), Amanda Magalhães e Carlos Eduardo Queiroz, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Peterson Moreira, da Fundação Santo André.

Chegar até o final exigiu muito esforço da equipe. A competição foi divida em quatro etapas e se iniciou no final de setembro de 2016, com uma prova teórica online para os mais de 600 inscritos, dos quais apenas 50 foram selecionados. A partir daí, foram feitas entrevistas com os candidatos. Dos 25 finalistas aprovados, seis eram da Poli: além de Choquepuma, participaram do torneio os estudantes Vitor Cordiolli Silvestre (Engenharia Mecatrônica), Pablo Paixão (Engenharia Civil), José Ignácio Olenscki (Engenharia Mecatrônica), Carolina Abiricha Montesi (Engenharia Mecatrônica) e Ethore Moura (Engenharia Mecânica).

Os participantes da final tiveram, então, que preencher um questionário de avaliação psicológica com o intuito de serem divididos em grupos diversificados de cinco integrantes. A última fase ocorreu na montadora da empresa, em São Bernardo do Campo, e contou com uma maratona de 24 horas. Ilaquita assistiu palestras e participou de dinâmicas durante a competição. Após isso, foi dado aos estudantes o desafio de apresentar uma solução em logística que levasse em consideração um cenário de 25 anos no futuro (uma realidade em que todos os veículos de transporte fossem elétricos e autônomos, por exemplo). Eles deveriam estar prontos para a apresentação dos projetos desenvolvidos às 6 horas do dia seguinte.

“Tentamos identificar os problemas que podem surgir no futuro e envolver tudo em uma proposta só para o nosso projeto”, afirma. Com isso, chegaram ao projeto da torre. “Ela mostraria dados de quantos quilômetros o veículo percorreu, informações sobre a estrada, clima, e possíveis danos sofridos. Se surgisse algum problema, a central iria enviar drones ou uma equipe especializada, e tudo seria bastante automatizado”, explica.

O aluno afirma que a viagem e toda a experiência da competição contribuíram muito para o seu crescimento pessoal. “Tive contato com pessoas incríveis, como o vice-presidente da Scania, que tem uma grande mentalidade de produtividade. Isso fez com que eu me esforçasse mais em todas as áreas desde que eu cheguei”, finaliza. 

(Amanda Panteri)

 

Mudança na programação da Semana de Iniciação Científica na Poli-USP

O Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle (PTC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) cancelou sua palestra da Semana de Iniciação Científica 2017. O evento estava programado para sexta-feira (28/04).

As demais atividades prosseguem como já está programado, mas fique atento ao site e às redes sociais da Poli-USP, onde serão informadas eventuais alterações. Confira a programação completa aqui:

 

SEMANA DE IC - POLI 2017

 

DEPARTAMENTO

DATA

HORÁRIO

LOCAL

 

PRO

24/04

11h-12h

Sala D2-15 - Auditório

PME

25/04

11h

Sala A-08

PNV

25/04

11h10-12h

Sala ET01

PCS

25/04

13h-14h - palestra /

14h-16h - visita a laboratórios

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PMI-Santos

25/04

13h15-14h15

Auditório

PMR

26/04

11h

Sala MZ-01

PEA

26/04

13h-14hs

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PSI

27/04

11h-12h

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PMT

27/04

11h-13h

Auditório

PMI

27/04

14h30-15h30

Sala 2

PQI

28/04

11h

Sala A103, Biênio

PCC/PTR/PHA/PEF

28/04

11h-13h

Sala S-28 do Prédio da Eng. Civil

 


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