Poli-USP e Polícia Federal firmam parceria para fomentar inovação no órgão público

(Imagem: Freepik)

A Polícia Federal e a Escola Politécnica (Poli) da USP firmaram uma parceria de 30 meses, para que os especialistas da Poli auxiliem a Divisão de Inovação do órgão público a desenvolver um ambiente interno mais propício à inovação mais integrada. A parceria prevê o oferecimento de cursos para capacitação dos profissionais que atuam na área, e a realização de um diagnóstico organizacional, ou seja, uma pesquisa para compreender as possibilidades e alternativas, e concretizar propostas para ajudar a estruturar a inovação na organização. O lançamento oficial, que estava previsto para março, foi adiado devido à pandemia.

 

O professor da Poli e coordenador do Laboratório de Gestão da Inovação (LGI), Mario Sergio Salerno, destaca que a parceria demonstra que os entes públicos podem inovar estruturadamente. “Este projeto tem esse efeito demonstrador, mostrando que um órgão público, dentro de toda a legislação mais rígida a que está sujeito, apesar de tudo isso, pode e deve inovar organizada e sistematicamente”.

 

O professor detalha que, assim como a função  marketing surgiu nos anos 1950, no começo dos anos 2000 surgiu nas organizações uma área específica, ou “função inovação”, que tenta organizar as atividades de inovação dentro das empresas, particularmente a inovação caracterizada por incertezas, chamada inovação radical e que envolve altos riscos. “O LGI, em sua trajetória de pesquisa, se dedica a desenvolver conhecimento sobre estruturas organizacionais e sistema de gestão para a inovação, particularmente para as organizações que implantam unidades específicas para a gestão da inovação, como é o caso da Polícia Federal com sua Divisão de Inovação. A parceria tende a ser muito profícua para ambos”, finaliza.